segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Sida (ainda) mata que se farta

Mais de 10 milhões de moçambicanos abaixo de 18 anos, 1,6 milhão são órfãos. Destes, 380 mil perderam um ou ambos os pais para a Sida.

BEI ajuda a "matar" a sede a 700 mil pessoas

O projecto de abastecimento de água vai permitir levar água para mais de 700 mil pessoas nas cidades de Maputo e Matola.

Em memória de Carlos Cardoso - Antes e hoje, da censura à autocensura (Por Orlando Castro)

Antes, e ainda há no activo quem disso se lembre, havia a censura. Hoje não há censura, há autocensura. Antes havia a censura, hoje há os critérios editoriais. Antes havia censura, hoje há audiências. Antes havia censura, hoje há lucros. Antes havia Jornalismo, hoje há comércio jornalístico.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Cá se faz, cá se paga

O presidente angolano manifestou o interesse de manter um encontro com o predecessor de Armando Guebuza à testa do Estado moçambicano. O pedido terá sido anotado e as condições certamente criadas para viabilizar tal reunião. Resta agora saber se Joaquim Chissano - fazendo juz ao aforismo segundo o qual «cá se faz, cá se paga» ! - terá disponibilidade para «dois dedos de conversa» com Eduardo dos Santos. É que quem acompanha a vida política e diplomática da região (e não sofre de amnésia, pois claro!) sabe que aqui há cerca de oito anos o convidado de Guebuza terá deixado Chissano embaraçado quando este estendeu a mão para saudá-lo sem que Dos Santos se dignasse a apertá-la. Hoje ao afirmar recentemente que em «África já não há espaço para ditadores (sic)», não estará Chissano a dar o troco a Eduardo dos Santos e a dizer que, afinal, a vingança sempre se serviu fria?

Desportivo de Maputo bate (sem dó nem piedade) equipa angolana e transforma-se em dona e barona do basquete africano (Por Eugénio Almeida)

As senhoras do basquete do Desportivo de Maputo ganharam a Taça dos Clubes Campeões Africanos, de basquetebol feminino, ao derrotarem na final as destronadas campeãs angolanas do 1º de Agosto por esclarecedores 64-47 (ou 64-48). Nos terceiro e quarto lugares foram para as duas restantes equipas moçambicanas; as senhoras do Ferroviário de Maputo (foram segundas no ano passado no Gabão), que venceram as suas compatriotas do ISPU por 63-56, arrecadaram o terceiro lugar. Depois do Maxaquene, em 1991, e da Académica em 2001, as alvi-negras do Desportivo de Maputo voltaram a colocar uma equipa moçambicana no pedestal da Taça.

O perfil do «amigo» angolano de Armando Guebuza

José Eduardo dos Santos , nascido em Luanda, aos 28 de Agosto de 1942, é um engenheiro e político angolano, segundo presidente do seu país após a independência. Engenheiro de petróleos por formação, José Eduardo dos Santos assumiu a presidência de Angola após a morte do seu antecessor, Agostinho Neto. Presidente da República de Angola, comandante em chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA), presidente do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) o partido que sustenta o Governo angolano. É por muitos considerado, o homem mais rico do País, a sua família controla algumas empresas do sector de construção, petrolífero, telefonia, de recolha de lixo na cidade capital, Luanda, do ramo diamantífero, bancário e no sector hoteleiro com a gestão do famoso restaurante Miami Beach em Luanda e acções em alguns hotéis badalados da cidade capital.

Dos Santos pode encontrar-se com Chissano

O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, poderá encontrar-se com o ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, durante a visita que efectua, desde ontem, a este País. Segundo o embaixador de Angola em Moçambique, Garcia Bires, se o tempo permitir o presidente José Eduardo dos Santos vai encontrar-se com Joaquim Chissano para trocarem pontos de vista, tendo em conta a sua experiência e o prestígio que este granjeia na arena política africana e internacional.Quanto às políticas angolanas e moçambicanas em questões regionais e internacionais, Garcia Bires disse que os dois países mantém uma relação concertada, através dos organismos de que ambos são membros, como a SADC, a CPLP e os PALOP, tendo em conta os laços culturais que os unem.