quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O n.º 100! (por Joffre Justino)

O N.º 100, para qualquer periódico significa, antes do mais, que se quer estar presente, que se tem um projecto, uma linha editorial, e que se busca mantê-lo. Significa, pois também, persistência, vontade, empenho. (nunca consegui estar num projecto editorial, e estive em vários, onde tivesse conseguido atingir o n.º 100...sei portanto do que falo...). Não quis deixar, assim, de estar presente neste n.º 100 do "O Observador", dado o convite.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Angola (ainda) não honra o seu passado nem a sua História (por Eugénio Almeida)

Há 32 anos, Angola, numa difícil noite de 11 de Novembro de 1975, ascendia à sua independência como Estado e como uma República embora politica e militarmente dividida mas unida na mesma génese: a Liberdade. Comemoremos pois mais um dia da Dipanda e esperemos – diria mais, desejamos –, que os nossos políticos meditem sobre o dia Nacional e se lembrem que os Angolanos só pensam numa única cláusula, por sinal a maior delas todas, como pessoas, como cidadãos e como Mulheres e Homens que se querem livres: ANGOLA. Queremos uma Angola realmente livre, justa, fraterna e enorme!

Sida (ainda) mata que se farta

Mais de 10 milhões de moçambicanos abaixo de 18 anos, 1,6 milhão são órfãos. Destes, 380 mil perderam um ou ambos os pais para a Sida.

BEI ajuda a "matar" a sede a 700 mil pessoas

O projecto de abastecimento de água vai permitir levar água para mais de 700 mil pessoas nas cidades de Maputo e Matola.

Em memória de Carlos Cardoso - Antes e hoje, da censura à autocensura (Por Orlando Castro)

Antes, e ainda há no activo quem disso se lembre, havia a censura. Hoje não há censura, há autocensura. Antes havia a censura, hoje há os critérios editoriais. Antes havia censura, hoje há audiências. Antes havia censura, hoje há lucros. Antes havia Jornalismo, hoje há comércio jornalístico.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Cá se faz, cá se paga

O presidente angolano manifestou o interesse de manter um encontro com o predecessor de Armando Guebuza à testa do Estado moçambicano. O pedido terá sido anotado e as condições certamente criadas para viabilizar tal reunião. Resta agora saber se Joaquim Chissano - fazendo juz ao aforismo segundo o qual «cá se faz, cá se paga» ! - terá disponibilidade para «dois dedos de conversa» com Eduardo dos Santos. É que quem acompanha a vida política e diplomática da região (e não sofre de amnésia, pois claro!) sabe que aqui há cerca de oito anos o convidado de Guebuza terá deixado Chissano embaraçado quando este estendeu a mão para saudá-lo sem que Dos Santos se dignasse a apertá-la. Hoje ao afirmar recentemente que em «África já não há espaço para ditadores (sic)», não estará Chissano a dar o troco a Eduardo dos Santos e a dizer que, afinal, a vingança sempre se serviu fria?

Desportivo de Maputo bate (sem dó nem piedade) equipa angolana e transforma-se em dona e barona do basquete africano (Por Eugénio Almeida)

As senhoras do basquete do Desportivo de Maputo ganharam a Taça dos Clubes Campeões Africanos, de basquetebol feminino, ao derrotarem na final as destronadas campeãs angolanas do 1º de Agosto por esclarecedores 64-47 (ou 64-48). Nos terceiro e quarto lugares foram para as duas restantes equipas moçambicanas; as senhoras do Ferroviário de Maputo (foram segundas no ano passado no Gabão), que venceram as suas compatriotas do ISPU por 63-56, arrecadaram o terceiro lugar. Depois do Maxaquene, em 1991, e da Académica em 2001, as alvi-negras do Desportivo de Maputo voltaram a colocar uma equipa moçambicana no pedestal da Taça.