terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Moçambique, meca de safaris e mergulho

Moçambique, que já tinha sido apontado pela “Lonely Planet” como um dos destinos promissores para este ano, é agora o nº 1 do ranking elaborado pelo site www.concierge.com, associado da Condé Nast Traveler’s, que destaca que em 15 anos o país passou de uma guerra civil a meca dos safaris e mergulho, bem como a sua “capital vibrante”.

St. Lucia, Montenegro, Equador, Sicília, San Diego (EUA), ilha de Hainan (China), Oman, Puerto Escondido e a costa de Oaxacan (México) e Paris são os outros destinos que o concierge.com elegeu para o seu “The 2008 It List”, um Top10 de viagens “imperdíveis” para este ano.
Os dez destinos incluídos na lista têm alguns denominadores comuns, designadamente “uma nova colheita de hotéis”, “preservação e protecção dos seus atractivos naturais” e um carisma com “substância que chega para fazer com que a viagem valha a pena” — destaca o www.concierge.
O editor em chefe do site, Peter J. Frank, destaca ainda, na apresentação da “It List”, que os destinos incluídos na edição deste ano passaram por transformações e dá precisamente como exemplo Moçambique.
O país, que há 15 anos vivia “uma sangrenta guerra civil”, “desabrochou numa meca dos safaris e mergulho, com uma capital vibrante”.
A evolução da Sicília para um “hot spot” da gastronomia e destino de moda em hotéis boutique e, até Paris, com a ênfase na arte e design contemporâneos” são outros exemplos apontados de destinos que estão a atravessar grandes transformações, enquanto Oman e a ilha de Hainan são indicados como novidades.
Em Moçambique o www.concierge.com destaca as 1.500 milhas de costa e arquipélagos “maravilhosos” no Índico, “soberbos” para mergulho e com praias “voluptuosas”, a segurança e dinamismo de Maputo, designadamente a sua “cena” de afro-jazz e a vida nocturna, os parques nacionais que progressivamente estão a recuperar a vida selvagem para os níveis pré-guerra.
O texto aponta também alguns resorts no arquipélago das Quirimbas, um safari no parque da Gorongosa, o Hotel Polana em Maputo, como boa base para explorar o passado e presente da capital, os bares portugueses com “fantástica música ao vivo”.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

ONU prevê agravamento de situação humanitária e promete apoios

ONU prevê agravamento situação humanitária e promete apoiosAs Nações Unidas prevêem um agravamento da situação humanitária nas regiões afectadas pelas cheias em Moçambique, Zâmbia e Zimbabué, e afirma que está a tomar medidas em conjunto com os governos dos países afectados para enfrentar a situação.
"Os governos e as organizações humanitárias internacionais estão a intensificar os seus esforços para garantir uma resposta rápida e salvar vidas" nas regiões afectadas pelas cheias, afirmou hoje John Holmes, sub-secretário da ONU Coordenador para os Assuntos Humanitários e da Ajuda de Emergência.
"Muitos dos afectados estão ainda a lutar para recuperar das cheias e ciclones do ano passado. Por esta razão, e tendo em vista a longa época das chuvas que se aproxima, as necessidades humanitárias na região deverão aumentar nas próximas semanas. Temos de continuar a apoiar os governos a responder ao impacto destes desastres naturais", afirma Holmes, em comunicado hoje divulgado pela ONU em Nova Iorque.
A ONU lembra os números já esta manhã divulgados pela UNICEF, que apontam para perto de 56 mil pessoas afectadas, das quais 13 mil das desalojadas, devido às cheias no centro de Moçambique. Em Moçambique, as maiores subidas no nível das águas registam-se nos rios Zambeze, Púnguè, Buzi e Save, no centro do país.
A situação já levou o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique a declarar o nível máximo de alerta no centro do país, estando no terreno a UNICEF, a Cruz Vermelha e diversas outras organizações não-governamentais. "A comunidade humanitária está pronta a apoiar o governo na resposta em curso", afirmou também o coordenador residente da ONU em Moçambique, Ndolamb Ngokwey.
"Nos passados meses, temos estado a trabalhar de perto com as autoridades nacionais para pôr em marcha planos de contingência que assegurem que as necessidades dos afectados pelas cheias são providas de forma expedita", refere o mesmo responsável na mesma nota divulgada pelos serviços de informação da ONU.
Chris McIvor, director da ONG britância Save the Children alertou hoje para a insegurança alimentar que se vive em diversas zonas - nomeadamente nos distritos de Mopeia e Morrumbala, Província da Zambézia - afirmando que "as pessoas afectadas vão continuar vulneráveis até à próxima colheita em Março-Abril".
A UNICEF afirma ter já deslocado especialistas para o terreno, que actualmente se encontram na província de Sofala e nos próximos dias irão a Tete e Manica. A missão destes especialistas é "identificar as necessidades mais urgentes das crianças e das suas famílias" nas zonas afectadas, em termos de alimentação, segurança, saúde, higiene e educação, segundo o comunicado hoje divulgado.
Além disso, está a ser preparada a distribuição de auxílio de emergência, nomeadamente cantis de água potável e equipamento de purificação de água, material de higiene e saneamento, redes mosquiteiras de longa duração, tendas e materiais educacionais em grandes quantidades. Segundo a Administração Regional de Águas (ARA-Zambeze), a região centro de Moçambique deverá atingir, ao longo desta semana, a fase mais crítica das inundações e o INGC anunciou hoje, em comunicado, que "até ao momento, mais de 300 pessoas foram resgatadas, mas outras cinco mil pessoas continuam em risco de vida nas cinco zonas da foz do Zambeze".
Numa altura de subida dos níveis das águas dos principais rios do centro do país, desde o princípio da noite de domingo a HCB aumentou as suas descargas de 5.100 para 6.000 metros cúbicos por segundo, enquanto o Zimbabué, Malaui e a Zâmbia continuam a ser fustigadas por chuvas torrenciais, cujas águas são encaminhadas para rios moçambicanos.
Em 2000, as cheias no Sul de Moçambique provocaram 640 mortos e afectaram dois milhões de pessoas, das quais 500 mil ficaram desalojadas.

Exportações de carvão através do Porto da Matola caíram um terço em 2007

As exportações de carvão no porto moçambicano da Matola diminuiram mais de um terço em 2007, devido à concorrência do terminal sul-africano de Richards Bay, mas deverão recuperar este ano, anunciou a Grindrod, empresa gestora da infra-estrutura.
De acordo com dados hoje divulgados pelo grupo sul-africano de navegação e logística, as exportações de carvão no porto dos arredores de Maputo baixaram de 1,1 milhões de toneladas em 2006 para 724 mil toneladas no ano passado, menos 34 por cento. "O mercado começou a contrair-se ao mesmo tempo que Richards Bay aumentou de capacidade" de processamento de carvão, refere a empresa em nota hoje divulgada, em que também são apontadas como causa do declínio as tarifas de 14 por cento praticadas pela transportadora ferroviária sul-africana Transnet.
Este ano, a expectativa da Grindrod é duplicar o volume de carvão processado, para 1,5 milhões de toneladas, devido à melhoria das condições de transporte ferroviário e de manuseamento da matéria-prima na Matola.
Na semana passada, a Grindrod anunciou uma parceria com o grupo internacional Dubai Ports World (DPW), que inclui colaboração no porto da Matola. Grindrod e DPW controlam cada um 48,5 por cento da Portus Indico, empresa que gere a infra-estrutura da Matola, cabendo os restantes 3 por cento a um accionista moçambicano.

Cheias afectam 56 mil pessoas

Treze mil foram desalojadas pelas cheias no centro do país, anunciou hoje a UNICEF. "As cheias atingiram algumas das comunidades mais pobres e vulneráveis, portanto a nossa principal prioridade é melhorar as condições de vida das pessoas que foram deslocadas - metade das quais são crianças", afirma Leila Pakkala, chefe da delegação moçambicana do Fundo das Nações Unidas para as Crianças (UNICEF, na sigla em língua inglesa), em comunicado hoje divulgado em Maputo.
Leila Pakkala adianta que a situação, que já levou o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e Moçambique a declarar o nível máximo de alerta no centro do país, está a ser acompanhada de perto pela UNICEF, em conjunto com a Cruz Vermelha e outras organizações não-governamentais. As maiores subidas no nível das águas registam-se nos rios Zambeze, Púnguè, Buzi e Save, no centro do país.
A UNICEF afirma ter já deslocado especialistas para o terreno, que actualmente se encontram na província de Sofala e nos próximos dias irão a Tete e Manica. A missão destes especialistas é "identificar as necessidades mais urgentes das crianças e das suas famílias" nas zonas afectadas, segundo o comunicado hoje divulgado. Além disso, está a ser preparada a distribuição de auxílio de emergência, nomeadamente cantis de água potável e equipamento de purificação de água, material de higiene e saneamento, redes mosquiteiras de longa duração, tendas e materiais educacionais em grandes quantidades.
Desde o princípio da noite de domingo, a HCB aumentou as suas descargas de 5.100 para 6.000 metros cúbicos por segundo, enquanto o Zimbabué, Malaui e a Zâmbia continuam a ser fustigadas por chuvas torrenciais, cujas águas são encaminhadas para rios moçambicanos. Segundo a Administração Regional de Águas (ARA-Zambeze), a região centro de Moçambique deverá atingir, ao longo desta semana, a fase mais crítica das inundações e o INGC anunciou hoje, em comunicado, que "até ao momento, mais de 300 pessoas foram resgatadas, mas outras cinco mil pessoas continuam em risco de vida nas cinco zonas da foz do Zambeze".
A directora da ARA-Zambeze, Cacilda Machava, descreveu hoje à Lusa como "crítica" a situação que se vive naquela região, mas assegurou que as autoridades estão a fazer a devida monitorização. O Governo moçambicano estimou em 20,4 milhões de euros o valor necessário para um plano de emergência para acudir os afectados pelas cheias e ciclones que poderão ocorrer entre os meses de Janeiro e Março deste ano.
No seu comunicado, a UNICEF recorda que as "cheias localizadas são comuns em Moçambique durante a estação chuvosa na África Austral, de Novembro a Março". "No ano passado, um número estimado de 285.000 pessoas foram afectadas pelas cheias ao longo do vale do rio Zambeze.
À medida que os níveis crescentes das águas causados pelas chuvas torrenciais inundava as áreas baixas, cerca de 100.000 pessoas encontraram abrigo nos centros temporários de acomodação", acrescenta. Em 2000, as cheias no sul de Moçambique provocaram 640 mortos e afectaram 2 milhões de pessoas, das quais 500 mil ficaram desalojadas.

Prevêem-se as piores cheias de sempre em Moçambique

Moçambique poderá registar este ano as piores cheias de que há memória, devido às chuvas contínuas nos países vizinhos e descargas de 6.000 metros cúbicos por segundo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), admitiram hoje as autoridades moçambicanas.

Desde o princípio da noite de domingo, a HCB aumentou as suas descargas de 5.100 para 6.000 metros cúbicos por segundo, enquanto o Zimbabué, Malaui e a Zâmbia continuam a ser fustigadas por chuvas torrenciais, cujas águas são encaminhadas para rios moçambicanos.

Os principais afluentes dos rios Luenha, Revúbuè e Chire, no baixo do Vale do Zambeze, centro de Moçambique, já estão com níveis muito elevados, o que concorrerá para o agravamento da situação das cheias no país.

Segundo estimativas da Administração Regional de Águas (ARA-Zambeze), a região centro de Moçambique deverá atingir, ao longo desta semana, a fase mais crítica das inundações, que poderão ser mais graves do que as registadas em 2000, consideradas as piores na história do país.

Em 2000, as cheias no sul de Moçambique provocaram 640 mortos e afectaram 2 milhões de pessoas, das quais 500 mil ficaram desalojadas.
A directora da ARA-Zambeze, Cacilda Machava, descreveu hoje à Lusa como «crítica» a situação que se vive naquela região, mas assegurou que as autoridades estão a fazer a devida monitorização.

«Isto está a trazer alguma complicação no baixo do Zambeze. A situação está crítica», referiu, frisando, contudo, que as autoridades estão a acompanhar a situação e a apelar para que a população abandone as zonas de risco.
«Estamos a monitorar a situação, mas não podemos avançar muitas coisas porque estamos a trabalhar com base em previsões. O ano hidrológico indica que, até Março, haja chuvas acima do normal, com tendência para normal», disse.
O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) previu, anteriormente, a ocorrência de três cenários para os próximos meses: o pior, que poderá atingir um milhão de pessoas em toda a zona centro do país e parte da região sul, o médio, afectando um máximo de 700 mil pessoas, e o ideal, aliás, um cenário que se repete todos os anos, que eventualmente atingirá 50 mil moçambicanos.
O Governo moçambicano estimou, por isso, em 20,4 milhões de euros o valor necessário para um plano de emergência para acudir os afectados pelas cheias e ciclones que poderão ocorrer entre os meses de Janeiro e Março deste ano.

O INGC pretende que, até 15 de Janeiro, sejam retiradas todas as pessoas que se encontram nas zonas de risco, tendo, para o efeito, intensificado operações de busca e salvamento com embarcações, e prevê mobilizar meios aéreos para resgate da população do vale do Zambeze.

«Até ao momento, mais de 300 pessoas foram resgatadas, mas outras cinco mil pessoas continuam em risco de vida nas cinco zonas da foz do Zambeze», frisou o INGC em comunicado enviado à Agência Lusa.

O Boletim Hidrológico prevê que, proximamente, os níveis hidrométricos no Baixo Zambeze continuem a baixar ligeiramente, enquanto em Zumbo e Aruângua, os níveis tendem a aumentar, devido a chuvas a montante.

Dados preliminares hoje divulgados pelo INGC indicam que «nas bacias do Búzi e Save, prevê-se a continuação da redução significativa do volume de escoamentos, resultando na melhoria da situação hidrológica nas vilas de Búzi, Nova Mambone e Machanga, respectivamente».

No rio Púnguè, em Mafambisse, província de Sofala, centro, «o nível hidrométrico manter-se-á alto, mas com tendência a baixar», contudo, a «situação hidrológica das restantes bacias hidrográficas continuará estável», acrescenta num comunicado enviado à Lusa.

O director do INGC, Paulo Zucula, reconheceu ao jornal Notícias de Maputo que em alguns distritos afectados pelas cheias as operações de resgate estão a ser dificultadas pelo facto de os respectivos governos distritais não terem elaborado os planos de evacuação.

Zucula admitiu que há pessoas que ainda estão cercadas de água nas zonas de difícil acesso.
«Há situações em que não se conseguem identificar as pessoas sitiadas e nos próximos quatro a cinco dias vamos entrar na fase mais crítica no Zambeze, tendo já começado a entrar muita água», afirmou.

A organização não-governamental britânica Oxfam Internacional alertou hoje para o registo de «uma crise de saúde pública generalizada» e enviou uma equipa de emergência para as zonas atingidas pelas inundações para avaliar as necessidades humanitárias das 55 mil pessoas afectadas pela subida do nível das águas.

«Quando se gera uma inundação, a falta de água e saneamento atinge níveis críticos em apenas alguns dias, ou mesmo horas. Com a continuação da subida do nível das águas, o acesso a estes bens será cada vez mais difícil, o que pode originar uma crise de saúde pública generalizada», alertou em comunicado o coordenador de água e saneamento da Oxfam Internacional em Moçambique, Hugo Oosterkamp.

«Como especialista em água e saneamento, a prioridade da Oxfam Internacional será acudir aos centros de evacuação onde as pessoas procuram refúgio. Nestas circunstâncias deve responder-se de imediato à ameaça de diarreia, malária e cólera», acrescentou.
Fonte:Diário Digital

PIB cresceu 7,5 por vento no terceiro trimestre de 2007

O produto interno bruto (PIB) de Moçambique registou um crescimento de 7,5 por cento no terceiro trimestre de 2007, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pelo jornal Notícias, de Maputo.
O crescimento do PIB derivou do desempenho dos sectores de construção (54,1 por cento), serviços financeiros (21,6), administração pública (16,5), transportes e comunicações (12,9) e agricultura (9,9 por cento).
Ainda de acordo com o INE, o Índice de Preços no Consumidor da cidade de Maputo, indicador oficial da inflação em Moçambique, cresceu em 1,88 por cento em Novembro, o que contribuiu para que a inflação anual se situasse até ao momento em 9,51 por cento, após 9,04 por cento no mês anterior (Outubro).
O comportamento dos preços dos bens alimentares foi determinante para a inflação mensal, com destaque para a contribuição dos preços do pão (0,36 pontos percentuais), carapau (0,33), tomate (0,25), e frango vivo (0,17), coco (0,1). Do grupo dos bens não-alimentares, o aumento do preço do petróleo de iluminação contribui em 0,06 pontos percentuais.

Algodão de primeira qualidade proporcionou receitas de 387 milhões de meticais

Os produtores de algodão de Moçambique ganharam 386,9 milhões de meticais (cerca de 16,1 milhões de dólares) com a venda de algodão de primeira qualidade em 2007, informou sábado em Maputo o Instituto do Algodão.De acordo com o instituto, o algodão de primeira qualidade representa cerca de 80 por cento da colheita vendida em Moçambique.
O instituto indicou ainda que o preço mínimo foi de 5,3 meticais (22 cêntimos do dólar) embora alguns dos produtores, organizados em associações, tenham conseguido um prémio de 7 a 13 por cento nas suas negociações com as empresas compradoras.
O Instituto do Algodão informou também que a exportação de 27 mil toneladas deverá ter rendido 27 milhões de dólares, havendo mais 19.673 toneladas de algodão que deverão ser exportadas no primeiro trimestre deste ano.