sábado, 26 de janeiro de 2008

Sete dias e sete noites em hotéis Pestana

A Entremares lançou programas de sete noites em Moçambique, em hotéis Pestana, combinando estadas em Maputo, com Inhaca e Bazaruto, e também com o Kruger Park, na África do Sul, válidos para as partidas de Lisboa, Porto ou Faro, pela TAP, ou de Lisboa e Porto pela LAM, de 1 a 29 de Fevereiro.
O operador propõe três noites no Pestana Kruger, no Kruger Park, e quatro noites no Pestana Rovuma, em Maputo, por 1.429 euros por pessoa, em duplo e regime APA.A Entremares propõe ainda cinco noites em Inhaca em regime MP, no Pestana Inhaca, e duas noites em Maputo, no Pestana Rovuma, em regime APA, por 1.483 euros, por pessoa, em duplo, e cinco noites no Pestana Bazaruto, em Bazaruto, em regime PC, e duas noites no Pestana Rovuma, em Maputo, em regime APA por 2.110 euros por pessoa, em duplo.
As “actividades incluídas em Inhaca” são “uso de pranchas de windsurf, canoas e “hobbie cats” com um barco de apoio de prevenção, um snorkeling à estação biológica, transporte diário à Ilha dos Portugueses (praia deserta com água quente e cristalina), uma lição de ski aquático (30 m)”.
As “actividades incluídas em Bazaruto” são “um snorkeling diário em Coral Gardens, transporte grátis a Dolphin Bay com as suas praias de areia branca e águas turquesa, uso gratuito de pranchas de windsurf, canoas e “Hobbie cats” com um barco de apoio de prevenção, uma lição de ski aquático com a duração de 30 minutos, por estadia, uma viagem de body-surfing a Three Trees Beach, por estadia – acompanhado de um instrutor qualificado”.

PIB cresceu acima do previsto

A economia moçambicana deverá ter registado em 2007 um crescimento superior aos 7,6 por cento inicialmente previstos, afirmou recentemente em Maputo o governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove.
Na sessão de abertura do 32º Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, Gove disse que os dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas relativos ao período de Janeiro a Setembro de 2007 revelam que a economia cresceu 7,6 por cento."Um tal número permite-nos antever que, terminada a avaliação geral, a economia terá crescido em 2007 acima do projectado", enfatizou o governador do Banco de Moçambique.
O governo definiu para 2007 uma meta de sete por cento para o crescimento do PIB, uma inflação média anual de 6,4 por cento e um nível de reservas internacionais capazes de sustentar cerca de cinco meses de importações de bens e serviços.
Apesar de um desempenho relativamente positivo, a economia moçambicana sofreu os efeitos da alta de preços do petróleo e de cereais básicos no mercado internacional, com impacto negativo ao nível da balança de pagamento e nos indicadores da inflação, destacou o governador do Banco de Moçambique.
Mas esse quadro menos positivo não impediu que a moeda nacional, o metical, registasse uma apreciação nos últimos meses do ano em relação às grandes moedas estrangeiras em circulação em Moçambique, nomeadamente o dólar e o rand.
Já no mercado monetário, as taxas de juro conheceram ligeiras reduções, como resultado da injecção de capital à economia, que foram superiores a 2006, acrescentou Ernesto Gove.

Paes do Amaral negoceia compra de canal de televisão

O empresário português Paes do Amaral está a negociar a compra de uma parte das acções da Televisão Independente de Moçambique (TIM), disse recentemente Bruno Morgado, presidente do canal.
"Estamos em contactos directos com Paes do Amaral, para explorar a possibilidade de ele comprar uma parte da TIM, estamos ainda a negociar, não está nada fechado", disse Morgado, desmentindo notícias veiculadas em Maputo de que o ex-patrão da TVI terá já adquirido 60 por cento da TIM ao preço de 750 mil dólares.
"No quadro da actual lei moçambicana sobre a propriedade das empresas de comunicação social, não seria possível que Paes do Amaral ficasse com 60 por cento de uma televisão moçambicana, porque os estrangeiros não podem ter mais do que 20 por cento de acções de uma empresa de media no país", enfatizou o presidente da TIM.
Paralelamente, os accionistas moçambicanos da TIM estão também em contactos com outros grupos estrangeiros, para a possibilidade de parcerias com o canal moçambicano. "Estamos à procura de um parceiro forte para a TIM, porque isso é vital para os nossos projectos de desenvolvimento e Paes do Amaral é em qualquer caso um parceiro forte", sublinhou.
A TIM é um canal em sinal aberto criado há cerca de três anos e apenas visto na capital moçambicana, sendo a reestruturação accionista parte da sua estratégia de expansão para o resto do território moçambicano, sobretudo, para as principais cidades do país.

Desabrigados por cheias ultrapassam 91 mil

As enchentes que desde o início do ano assolam o vale do Zambeze já deixaram 91.955 pessoas desabrigadas, de acordo com o último balanço feito pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.
Nas últimas 24 horas, as águas lançadas pela barragem de Cahora Bassa diminuíram para 3.700 metros cúbicos por segundo, depois de terem atingido mais de 6.000 metros cúbicos no pico das cheias.
Segundo o diretor adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, João Ribeiro, 2.976 pessoas foram resgatadas das áreas cercadas por água no vale do Zambeze desde quinta-feira.
Ribeiro afirmou que as preocupações estão novamente centradas nas quatro bacias hidrográficas do centro de Moçambique, pois devem acontecer novas enchentes devido às fortes chuvas que têm caído nas últimas horas no Zimbábue, Zâmbia e Malawi.
"As previsões apontam para chuvas fortes nos países vizinhos até ao próximo dia 27, o que faz recear novas enchentes nas bacias do centro do país", disse o diretor-adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.
Depois de ter registrado uma situação calma nesta época chuvosa, "o Sul de Moçambique conhece agora um quadro crítico, apesar de não preocupante, devido a sinais de cheias no principal rio desta região, o Limpopo", afirmou João Ribeiro.
A evolução da situação no Sul dependerá do comportamento das bacias hidrográficas na África do Sul, onde nascem os rios que desaguam no Sul de Moçambique, disse.
Para enfrentar a crise humanitária originada pelas inundações, o Governo pede apoios no valor de 24 milhões de euros, que serão usados em ações de busca, resgate, realojamento e assistência social às vítimas.
A verba é parte dos cerca de 30 milhões de euros previstos para a situação de emergência, de que estão disponíveis apenas 5,5 milhões de euros, segundo indicou esta semana o ministro da Administração Estatal, Lucas Chomera.
Do valor já pronto para ser utilizado, 2 milhões de euros foram garantidos pelo Governo e pouco mais de 3 milhões de euros pela comunidade internacional, afirmou Chomera

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Alguns destaques da edição 142 de 25/Jan/2008

Orgasmo, a (in)felicidade das mulheres (por Nvunda Tonet)
- A sexualidade não começa nem termina em quatro paredes é por cima de uma cama

Este artigo tenta unicamente apresentar uma reflexão proeminente sobre a actividade sexual na mulher com maior incidência nos aspectos emocionais da sua vida e as interferências que resultam em consequência da fragilidade sexual. A actividade sexual pode ser dividida em 3 fases: o desejo, excitação e orgasmo.

Paihama, os cães e os angolanos (por Orlando Castro)
No passado dia 12, o ministro da Defesa de Angola, Kundy Paihama, “botou faladura” num comício na Sede do Município da Matala e, quanto a mim, prestou um alto serviço ao país e até, digo-o em consciência, ao mundo democrático. “Não percam tempo a escutar as mensagens de promessas de certos Políticos”, disse com o seu habitual brilhantismo oratório o ministro da Defesa, acrescentando: “Trabalhem para serem ricos”.

Os cães do ministro e o ministro dos cães (por Jorge Eurico)
Sob o título “Pahiama, os cães e os angolanos”, o jornalista Orlando Castro diz, aqui no texto ao lado, que o ministro da Defesa insultou, em nome de Eduardo dos Santos e do MPLA, o Povo afirmando, no passado dia 12 no município da Matala, província da Huila, que dorme bem, como bem e o que resta, quando resta, no seu prato dá aos seus cães e não aos pobres. Não sei porquê (se calhar por não dormir
bem, não comer bem e não ter restos para dar ao Pantufa cá de casa), mas esta boca foleira de Kundy Pahiama, que de ora avante deve merecer o desrespeito de todos nós, não me surpreende na dica de nada.

EDM garante que crise energética na África do Sul não afecta o País
Moçambique não será prejudicado pela crise energética na África do Sul, país onde é transformada a energia eléctrica que abastece alguns Estados da África Austral, garantiu recentemente um administrador da empresa pública de Electricidade de Moçambique (EDM). “Não há perigo de Moçambique ser afectado pela crise na África do Sul, porque a energia consumida em Moçambique só passa pela África do Sul, mas é produzida em Moçambique, na Hidroeléctrica de Cahora Bassa”, disse o administrador para a área de redes da EDM, Augusto de Sousa Fernando.

ZIMBABUÉ: Polícia carrega sobre manifestantes da oposição em Harare
A polícia do Zimbabué carregou quarta-feira sobre manifestantes que se dirigiam para um estádio nos arredores de Harare, depois de um juiz ter autorizado um comício da oposição no recinto, noticiou a agência sul-africana de notícias Sapa. A polícia usou canhões de água e lançou granadas de gás lacrimogéneo contra centenas de manifestantes do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, oposição) que se haviam concentrado na sede do MDC, no centro da capital, e se dirigiam a pé para o estádio de Glamis, minutos depois de um juiz ter autorizado a realização de um comício no local, de acordo com a Sapa.

Portugal vai apoiar vítimas das inundações
Portugal vai iniciar imediatamente o apoio à população afectada pelas cheias no Centro do País através da Fundação Aga Khan, devendo “avançar com outros apoios” nos próximos dias, anunciou recentemente o vice-ministro português das Relações Exteriores, João Cravinho.

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Banco Mundial alerta para risco de abrandamento na luta à pobreza

O Banco Mundial (BM) considerou ontem existir um «claro risco» de abrandamento do ritmo de redução da pobreza em Moçambique, que atinge ainda mais de metade da população do país, apesar das melhorias nos últimos anos.

«Em termos gerais, o Governo prevê a continuação do crescimento e da redução da pobreza, mas há um claro risco de que a taxa de redução da pobreza abrande», refere o relatório do BM, ontem apresentado em Maputo e que revela um país como «um exemplo para outras nações em transição» no que respeita à redução da pobreza.

O documento - intitulado « Conseguindo o Improvável, sustentar a inclusão na economia em crescimento de Moçambique» - começa por assinalar a redução da taxa de pobreza alcançada no pós guerra civil, passando de 69 por cento em 1997 para 54 por cento em 2003 (o governo prevê que em 2009 se situe abaixo de metade da população).

«Estes êxitos partem de uma base caracterizada por uma economia devastada pela guerra civil», observa a organização no seu relatório, apontando que Moçambique »continua a ser um dos países mais pobres do mundo«.

«Historicamente, verifica-se que os episódios de altas taxas de crescimento de países em recuperação de guerras esmorecem e acabam ao fim de sete anos», nota a organização.

Para o BM, num momento em que o país apresenta, desde 2003, taxas de crescimento superiores a sete por cento, «a questão fulcral é saber se o crescimento de Moçambique irá manter-se e se se traduzirá numa continuada redução da pobreza, beneficiando aqueles que ainda se mantêm vulneráveis, marginalizados e empobrecidos segundo todos os padrões internacionais».

«Os dados recentes relativos a Moçambique não são conclusivos«, reconhece o BM, apontando um crescimento das desigualdades nas zonas rurais e urbanas.

A organização aplaude, por outro lado, a »grande conquista« do Governo moçambicano em matéria de educação, nomeadamente a multiplicação de escolas do ensino básico e a redução do fosso entre rapazes e raparigas, e aconselha outros sectores a seguirem-lhe o exemplo. E destaca a aposta na agricultura, sustentando que o aumento da produção agrícola reduziu em »três quartos a taxa de incidência da pobreza«, observa-se no documento.

Louise Fox, responsável pela elaboração do relatório, sugeriu uma aposta na atracção de investimento directo estrangeiro em indústrias de mão-de-obra intensiva, pois »confinar o investimento directo estrangeiro a mega-projectos industriais intensivos no uso de capital e energia não irá criar os postos de trabalho necessários«.

Paralelamente, prosseguiu, é necessário potenciar a agricultura comercial através do apoio a empresas rurais, da criação de infra-estruturas de comercialização, do desenvolvimento de serviços rurais e da melhoria das vias de acesso.

«Redireccionar e incrementar» o investimento no capital humano, nomeadamente expandindo a rede escolar e reduzindo os custos da educação, além de investir em novos postos e centros de saúde devem também ser aposta de Moçambique, a par de um reforço da boa governação e da prestação de contas, no entender da responsável do BM.

Presente na apresentação do relatório, o vice-ministro da Planificação e Desenvolvimento de Moçambique, Victor Bernardo, considerou o relatório «muito bem-vindo e de grande utilidade» para ajudar o Executivo a «fazer as correcções que forem necessárias». «Temos a convicção de que estamos a caminhar na direcção correcta«, reforçou o governante.

Inudações deste ano ultrapassam cheias de 2000, diz Cruz Vermelha

A Cruz verrmelha anunciou ontem que as inundações, deste ano, em Moçambique são as piores das registas em 2000/2001,pelo facto de ter causado mais danos materiais.Para acudir a situação dos sinistrados, àquela instituição filantrópica lançou um apelo para angariar cinco milhões de euros (7,3 milhões de dólares norte-americanos) para a região da África Austral.
"As inundações deste ano são piores que as de 2000, não em termos de perdas de vidas humanas, mas no que se refere aos danos das colheitas", disse Françoise Le Goff, directora da Cruz Vermelha para a África Austral.
A responsável sublinhou que já morreram sete pessoas este ano, contra os mais de 700 registados em 2000/2001.Le Goff frisou que mais de 180.000 pessoas estão actualmente na condição de deslocados por causa das cheias em Moçambique, dos quais pelo menos 57.000 perderam tudo, em particular no vale do Zambeze (centro), salientou a fonte à imprensa em Joannesburgo.
Os sinistrados de Moçambique constituem mais de metade do que todos os afectados, desde o início da época das chuvas em toda a África Autral (112.000).
Os fundos que a Cruz Vermelha prentende angariar, vai permitir ajudar pelo menos 150.000 pessoas durante de seis próximos meses nos países de África Austral, afectados pelas inundações, nomeadamente, Lesotho, Malawi, Namíbia, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwé.