quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Alguns destaques da edição 150, de 7/Fev/2008

E, finalmente, o Povo saiu à rua... (por Orlando Castro)
- PRM desmobiliza manifestantes à força de bastonadas e de tiros, enquanto FRELIMO apela à calma
MOÇAMBIQUE viveu terça-feira última um violento protesto contra o aumento do custo dos “chapas”. Essenciais (por manifesta incapacidade de o Governo fornecer esse serviço) para o transporte dos trabalhadores que ganham pouco (fora os muitos que só ganham desespero) são também um barómetro da sociedade.

Crónica de Luanda: O livro do pragador (I) (por Gil Gonçalves)
No marxismolenismo tínhamos muito dinheiro, não havia nada para comprar. No capitalismo selvagem há de tudo, mas não temos dinheiro para gastar. Importar é necessário, fabricar não é necessário. A maldade de todas as fomes terrestres. Maldade de maldades! Diz o pragador, maldade e maldades! É tudo maldade. Que vantagem tem o esfomeado, depois do trabalho que fez e não recebe o seu salário? Uma geração de esfomeados perece, e outra, e mais outra, e ainda outra geração perecerá à fome; mas as terras dos ricos enriquecem-nos cada vez mais.

Protestos em Maputo: Retrato de uma cidade em estado de sitio (Pedro Figueiredo/Lusa)
A capital moçambicana está ainda transformada numa cidade em estado de sítio, de onde só se entra ou sai a pé, com barricadas de fogo em algumas das artérias da cidade e o acesso ao aeroporto a fazer-se apenas com escolta militar.
A avenida Acordos de Lusaka, a principal artéria que conduz ao aeroporto, está transformada num cenário de batalha campal entre polícias e manifestantes, que conseguiram cortar este acesso da cidade com um carro e vários contentores de lixo a arder.

Verba da renúncia quaresmal dos Açores vai apoiar vítimas das cheias
As verbas da renúncia quaresmal da Diocese açoriana destinam-se, este ano, a Moçambique, para apoio às vítimas das cheias que recentemente atingiram o país, anunciou ontem o bispo de Angra. Numa nota pastoral, D.António de Sousa Braga explica que o montante da renúncia quaresmal (donativos) vai servir para apoiar o Seminário Teológico Interdiocesano de S. Pio X, de Maputo, e as famílias atingidas pelas recentes inundações.

ZIMBABUÉ: Makoni será adversário de Mugabe nas próximas eleições
O ex-ministro da Economia do Zimbabué, Simba Makoni, líder do partido governante, anunciou ontem a sua intenção de concorrer à Presidência do país nas eleições do dia 29 de Março, nas quais o favorito é o presidente Robert Mugabe, no poder desde 1980. “Compartilho a agonia e a angústia de todos os cidadãos acerca das extremas privações que suportam há anos”, afirmou Makoni, membro do comité central da governante União Nacional Africana do Zimbábue – Frente Patriótica (Zanu-PF), dirigida por Mugabe, de 83 anos.

Pretória critica Nairobi por rejeitar mediador sul-africano
O executivo sul-africano criticou hoje duramente o governo do Quénia por este ter rejeitado o político e empresário Cyril Ramaphosa como mediador na crise que o país atravessa sob o pretexto de Ramaphosa «não ser um mediador honesto». Aziz Pahad, o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, disse hoje durante um encontro com a comunicação social que o seu governo «rejeita as razões dadas pelo governo do Quénia com o desprezo que elas merecem».

ANGOLA: Tchizé dos Santos lança forte apelo à tolerância na sociedade
A jornalista e empresária angolana Tchizé dos Santos, publicou um texto no Semanário Angolense onde faz um veemente apelo à tolerância dos angolanos. Neste texto, a filha do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, entre outras nacionalidades, lembra os seus compatriotas que “os portugueses não têm culpa” que em Angola se goste tanto do “seu” “bacalhao com natas”.

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Alguns destaques da edição 149 de 6/Fev/2008

Barriga vazia faz explodir paciência dos populares
- Até ao fecho desta edição, informações não confirmadas davam conta de mais de dois mortos e uma dezena de feridos

No bairro de Magoanine, onde começaram ontem os protestos contra o aumento dos transportes em Maputo, a polícia já dispersou os manifestantes, mas as barricadas continuam erguidas e as ruas mantêm-se desertas. Elementos das Forças de Intervenção Rápida, um corpo especialmente temido da polícia, patrulham a praça principal com as suas armas automáticas, tendo levado à fuga dos vários grupos de manifestantes.

RENAMO responsabiliza Governo pelos incidentes
A RENAMO, maior partido da oposição moçambicana, responsabilizou o governo pelos incidentes de rua registados ontem em Maputo, mas apelou aos manifestantes e ao Governo para «não exacerbarem os ânimos» e arranjarem uma solução para a crise.

«Situação tende para normalização progressiva»
O secretário de Estado das Comunidades disse hoje à Lusa que acompanha a evolução dos protestos contra o aumento dos transportes em Maputo, que já provocaram pelo menos seis feridos, e acredita numa «normalização progressiva da situação».

Vem aí a TVM2
A televisão de serviço público de Moçambique vai lançar um segundo canal de televisão, em Junho do presente ano, afirmou o presidente da TVMoçambique, Simão Anguilaze. Face à concorrência no mercado televisivo moçambicano, o presidente da TVMoçambique aposta na formação e no posicionamento do serviço público do País com a criação de “um novo canal comercial a estrear em Junho de 2008, a TVM2”.

África do Sul expulsa 500 ilegais moçambicanos
O Ministério do Interior da África do Sul deportou recentemente 500 moçambicanos que viviam ilegalmente naquele país e outros 45 que cumpriam penas por crimes diversos, anunciou a Rádio Moçambique. Aos emigrantes ilegais ora expulsos daquele país, juntam-se outros dois mil moçambicanos que o Governo sul-africano repatriou em todo o mês de Janeiro, noticiou ainda a rádio pública moçambicana.

Sete pessoas continuam detidas no caso de «rapto» de 40 crianças
Sete pessoas, incluindo três líderes islâmicos, permanecem detidos em conexão com o caso do “rapto consentido” de 40 crianças no centro de Moçambique, disse fonte da polícia moçambicana. A descoberta na segundafeira pela polícia de um camião com 40 crianças na estrada entre as províncias de Sofala e de Manica, centro do país, levantou inicialmente suspeitas de tráfico de seres humanos, mas a polícia afastou essa possibilidade e investiga agora a teoria de “rapto consentido”.

Dos Santos pode e deve ser criticado, mas... (por Orlando Castro)
O respeito é muito bonito e, creio, todos gostamos. No que ao presidente do MPLA e e Angola respeita, é público que o considero um ditador e o principal responsável, entre muitas outras coisas, pela fome que atinge milhões de angolanos. Isso não me dá direito de ofender José Eduardo dos Santos, esquecendo a educação e entrando pelo insulto soez, torpe e ordinário.

Luanda merecia muito melhor (por Jorge Eurico)
Job Capapinha, o tal que aqui há uns anos mandou (será que a memória dele tem memória deste epísodio?) “capangas” desalojar-me às três da madrugada do palácio do Governo do Cunene pelo simples facto de ter dito ao afilhado de casamento José Eduardo dos Santos, Pedro Mutinde, que não era do MPLA (mas também não sou da UNITA), foi recentemente exonerado, a seu pedido, pelo presidente da República do cargo de governador de Luanda.

ZIMBABUÉ: Fracassam negociações entre duas facções do MDC
As duas facções do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), oposição ao regime de Robert Mugabe, não chegaram a acordo para a criação de uma frente comum a apresentar às eleições gerais de 29 de Março. Os dirigentes das duas facções do MDC afirmaram que as conversações, que começaram sábado último e terminaram um dia depois, fracassaram devido à distribuição de assentos parlamentares e locais, bem como à escolha do candidato a apresentar às presidenciais, insucesso que deverá fortalecer a posição de Mugabe no escrutínio.

CABO VERDE: Cientistas alemães estudam influência do pó do Sahara na América
O deserto do Sahara despeja anualmente no Atlântico 300 milhões de toneladas de poeira, das quais 15 milhões chegam às Caraíbas, admitindo-se que esse pó influencie a formação dos ciclones que assolam a América, segundo cientistas alemães.

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Protestos em Moçambique. Será só isso?

Moçambique viveu hoje um violento protesto contra o aumento do custo dos “chapas”. Essenciais (por manifesta incapacidade de o Governo fornecer esse serviço) para o transporte dos trabalhadores que ganham pouco (fora os muitos que só ganham desespero) são também um barómetro da sociedade.
Por Orlando Castro
A questão do aumento dos “chapas” – na cidade passou de 5 meticais para 7,5 e na periferia de 7,5 para 10 (35 meticais equivalem a um euro) – é crucial para a maioria dos moçambicanos que, por regra, gasta cerca de 40% do ordenado mínimo (1 500 meticais) nesse tipo de transporte.Os protestos contra o aumento dos transportes são habituais, seguindo a lógica descendente.
O Governo aumenta os combustíveis, os transportadores aumentam o preço dos bilhetes, os utentes (que já se consideram felizes quando têm algum trabalho) protestam nas ruas e a Polícia desmobiliza-os à força de bastonadas e de tiros. Sempre que há aumentos há protestos, embora não tão violentos como os de hoje.
Hoje o protesto registou uma inovação. Foi convocado por sms e incluía fortes críticas ao Governo da FRELIMO: “O povo está a sofrer, os filhos de ministros, deputados e outros dignitários não andam de chapa e os chapas estão caros. Vamos fazer greve e exigir justiça. Lutemos contra a pobreza”.Embora a situação, segundo fontes da Imprensa moçambicana, não passe de um protesto popular contra o alto custo de vida, a tensão registada fez temer algo mais grave, tantos são os exemplos da história recente de África.
Assim, pelo sim e pelo não, os bancos, escolas, repartições públicas e outros organismos do Estado fecharam as portas, enquanto organizações internacionais, caso da ONU, aconselharam os seus funcionários a não saírem à rua.O Governo decidiu entretanto negociar com os representantes dos operadores dos “chapas” uma forma de minimizar as novas tarifas, garantindo que os utentes não serão prejudicados.
O Executivo de Maputo teme, aliás, que os protestos possam ser aproveitados pela Oposição para os potenciar, transformando-os numa contestação de carácter político.A RENAMO, embora responsabilizando o Governo pelos incidentes, apelou aos manifestantes para “não exacerbarem os ânimos” e arranjarem uma solução negociada para a crise.“O Estado não assegura transportes públicos eficazes para dar vazão aos utentes, daí que se abriu espaço para os privados colmatarem esta lacuna que o Governo deixou em branco, permitindo-lhes que usem e abusem do poder que têm sobre um povo pobre e sem capacidade reivindicativa”, afirma a RENAMO.
Recorde-se que, no passado dia 24, o Banco Mundial considerou existir um “claro risco” de abrandamento do ritmo de redução da pobreza em Moçambique, que atinge ainda mais de metade da população do país, tendo aprovado um apoio financeiro ao Orçamento de Estado para este ano na ordem dos 40,4 milhões de euros.


Fonte: Alto Hama

Protestos em Maputo: Retrato de uma cidade em estado de sítio

A capital moçambicana está ainda transformada numa cidade em estado de sítio, de onde só se entra ou sai a pé, com barricadas de fogo em algumas das artérias da cidade e o acesso ao aeroporto a fazer-se apenas com escolta militar.
Por Pedro Figueiredo da Agência Lusa
A avenida Acordos de Lusaka, a principal artéria que conduz ao aeroporto, está transformada num cenário de batalha campal entre polícias e manifestantes, que conseguiram cortar este acesso da cidade com um carro e vários contentores de lixo a arder.
No local, milhares de pessoas percorrem os passeios procurando regressar a casa, correndo para as ruas estreitas dos bairros vizinhos sempre que se ouvem disparos da polícia - a que os manifestantes respondem arremessando pedras.
Nesta avenida, que é uma das "linhas da frente" da confrontação entre as forças policiais e os manifestantes, é ainda possível ver carrinhas todo-o-terreno repletas de militares empunhando metralhadoras, que servem de escolta aos carros prioritários que seguem para o aeroporto.
Por todo o lado, nos pontos mais altos, centenas de populares observam de longe a confrontação, enquanto nos semáforos, atrás da barreira policial (muitos agentes estão à paisana) dezenas de carros esperam que uma acalmia da situação lhes permita sair da cidade - quem se aventura numa travessia solitária é sumariamente apedrejado pelos manifestantes, caso de um carro de reportagem da principal televisão privada em Moçambique, a STV.
A "linha da frente", montada na avenida que ostenta o nome dos acordos que conduziram à independência de Moçambique, repete-se um pouco por toda a cidade, mas agora apenas nas principais saídas. Mas no centro de Maputo estão ainda as marcas da violência que se espalhou um pouco por toda a cidade, como resposta ao aumento do preço dos transportes semi-colectivos de passageiros, o meio de transporte utilizado pela maioria dos habitantes da capital moçambicana e arredores.
Contentores de entulho virados, montes fumegantes de pneus ardidos, pedras espalhadas por todo o lado, seguranças empunhando armas automáticas em alerta, carros de organizações internacionais circulando com a respectiva bandeira desfraldada de fora da janela, carros a fazerem inversão de marcha e a circularem em quatro piscas sempre que pressentem que uma rua esteja bloqueada mais à frente: eis os sinais visíveis dos tumultos.
Ao contrário de todos os outros dias, hoje não existem "chapas" (as pequenas carrinhas de passageiros que asseguram o transporte na cidade) em Maputo, os carros a circular são muito poucos e é possível ver milhares de pessoas a percorrerem a pé a cidade, resignadas à perspectiva de não terem transporte para sair da cidade.
De resto, Maputo foi hoje uma cidade paralisada, já que a ausência de transportes impediu muitos milhares de trabalhadores residentes nos bairros periféricos de chegarem à cidade. Os bancos, hipermercados, escolas, lojas e outros estabelecimentos comerciais permaneceram encerrados ao longo de todo o dia, depois de manifestantes terem partido montras e vandalizado alguns deles.
A noite, que entretanto caiu em Maputo, trouxe uma relativa acalmia da situação, esperando-se que as negociações entretanto encetadas entre o Governo e os transportadores consiga trazer a paz às ruas da capital moçambicana.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Alguns destaques da edição 148 de 5/Fev/2008

Progressos económicos aceleram crescimento dos (des)empregados
- 16,4% dos trabalhadores de todo o mundo (487 milhões) não ganham mais de USD1 por dia

A ORGANIZAÇÃO Internacional do Trabalho (OIT) revelou recentemente que os desempregados no mundo aumentarão em 5 milhões este ano, atingindo 190 milhões, número que pode subir ainda mais se a crise imobiliária nos Estados Unidos ganhar força e o preço do petróleo se mantiver em alta.

Dhlakama:2008 será pior que 2007
O ano de 2008 será “pior que 2007” para Moçambique devido à entrada na zona de comércio livre da África Austral, em Janeiro, por decisão “unilateral” do Presidente, sem que o País esteja preparado, acusou o líder da RENAMO.

Pequim aprova entrada do ICBC no Standard Bank
A entidade reguladora bancária chinesa aprovou a compra de 20% do banco sul-africano Standard Bank, líder de mercado em Moçambique, por parte do Banco Comercial e Industrial da China (ICBC, na sigla inglesa), revelou recentemente o banco chinês.

B M concede empréstimo de 60 milhões de dólares ao País
O Banco Mundial aprovou recentemente um empréstimo de 60 milhões de dólares ao nosso País no âmbito do 4º Crédito de Apoio à Redução da Pobreza (PRSC 4, na sigla em inglês), informou a instituição.

Há crise no Chade? África no seu melhor! (por Eugénio Costa Almeida)
Se não é isso o que pensa os ocidentais lugares de lazer europeus e norte-americanos, para lá caminha. Há crise no Chade? Não há problemas! Não sei onde fica e como não conheço deve ser lá longe! Milícias agrupadas numa Frente Comum ou Coligação Tripartida, desde Dezembro, provenientes do vizinho Sudão entraram na capital N’Djamena e cercaram palácio presidencial; formam a coligação a União das Forças para a Democracia e Desenvolvimento (UFDD), de Mahamat Nouri, União das Forças da Mudança, de Timane Erdimi – sobrinho de Débi –, e UFDD-Fundamental – dissidência da UFDD –, de Abdelwahid Aboud. É crise num tal Chade! Não há problemas!

Portugal vai ajudar (porreiro, pá!) as vítimas das cheias do Zambeze (por Orlando Castro)
Ao tempo que se sabe que Moçambique atravessa uma situação complicada por causa das cheias. Ao tempo que diversas organizações humanitárias alertam para o drama. Ao tempo que outros países já enviarem ajuda. Agora, ao que parece (sim, ao que parece) Portugal acordou e vai ajudar alguns dos mais de 80 mil cidadãos deslocados.

A rebelião chadiana é como que uma manta de retalhose por isso tem dificuldade em triunfar (por Jorge Heitor)
As dificuldades enfrentadas nos últimos três dias pelos rebeldes chadianos, quando já pareciam ter tomado conta de quase toda a capital e estar às portas do palácio presidencial, poderão dever-se à sua falta de coesão, uma vez que não constituem um só movimento mas pelo menos três.

Angola, Brasil e Timor no top das violações
Angola, Brasil e Timor-Leste, três dos oito países de língua portuguesa, figuram, por razões várias, no relatório anual da organização Human Rights Watch, que dá conta de diferentes violações cometidas ao longo de 2007.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Alguns destaques da edição 147, de 1/Fev/2008

Camarada Mulembuè (não) vai jogo(?)
- “Fina flôr pensante” do partido no poder está preocupada com o “day-after” da direcção do País
A NOTÍCIA veiculada recentemente pelo nosso jornal segundo a qual Armando Guebuza poderá não cumprir o segundo mandato devido à (in)eficácia da equipa que o rodeia está a agitar silenciosamente alguns (mas quase todos) militantes que ocupam lugares cimeiros no partido FRELIMO e, como era de esperar, a ser motivo de “exercício de aquecimento” político para voos mais altos por parte de quem ambiciona ocupar o cargo de primeiro Magistrado do Estado. “Tomamos conhecimento, pelo vosso jornal, de que (Armando) Guebuza poderá não cumprir o segundo mandato. Não sabemos até que ponto esta informação é ou não verdadeira, mas não há fumo sem fogo(...).

EUA congelam bens de sobrinho de Mugabe
O Departamento do Tesouro americano anunciou em um comunicado o congelamento dos bens de Leo Mugabe, sobrinho do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, e do director da Agência Nacional de Serviços Secretos Happyton Bonyongwe.

Acredito na História e não nos historiadores (por Eugénio Costa Almeida)
O blogue “Cidadãos pela Frente 2008” traz à colação, e em vésperas do 4 de Fevereiro, um apontamento de um grupo de jovens onde se questiona da legitimidade de um movimento/partido (para quando devolver à História de Angola os títulos dos Movimentos de Libertação e a adoptarem somente títulos partidários válidos em Democracia?) em se apropriar da data como sua, em vez de, historicamente, deixá-la ao natural fruo pelo povo angolano.

A perversa denegação do voto à diáspora (por Jorge Eurico)
O porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) afirmou, o ano passado em declarações à Comunicação Social em Luanda, que o Governo angolano constatou não haver condições para a realização do registo eleitoral no estrangeiro. Adão de Almeida não especificou as razões invocadas pelo Executivo mas sabe-se que se trata, entre outras, da impossibilidade de fazer deslocar os fiscais de partidos políticos para acompanharem o processo devido
aos custos que tais deslocações acarretariam.
O «novo puto do aparelho » não disse nada de novo; ou melhor, apenas confirmou o que, de resto, a maioria dos angolanos suspeitava: a perversa denegação do Direito de voto à diáspora por Eduardo dos Santos. O sobrinho predilecto do presidente da Assembleia Nacional (AN), Roberto de Almeida, não especificou as razões invocadas pelo Executivo.

RDP África perto de si? Perto de quem? Em Portugal só de Coimbra para baixo (por Orlando Castro)
A RDP África é uma estação que pertence ao grupo Radiodifusão Portuguesa e que emite, em FM, em Portugal para Lisboa, Faro e Coimbra e quatro dos cincos países africanos de Língua Portuguesa - Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Não está mal, e se o Norte de Portugal onde existe uma importante comunidade afro-portuguesa não tem direito a ouvir a RDP África, pelos vistos Angola também não.

Comandante da FAZSOL termina visita de dois dias ao nosso País (por Alex Nhabanga)
O comandante das Forças Armadas Francesas da Zona do Oceano Índico (FAZSOL), general Bruno de Bourdoncle de Saint Salvy, terminou, quarta-feira última, a sua visita de trabalho de dois dias a Moçambique que tinha como principal objectivo traçar as linhas de cooperação no domínio militar entre a França e o nosso País.

Malawi vai construir oleduto até à cidade da Beira
A empresa Venessia Petroleum do Qatar foi contratada para construir um oleduto entre a cidade da Beira, Moçambique, e Nsanje, no Malaui,de acordo com o diário digital sul-africano BizCommunity.

ETIÓPIA: Chefes de Estado e de Governo analisam políticas comuns para África
Chefes de Estado e de Governo dos 53 países membros da União Africana discutem desde ontem, quinta-feira, em Addis Abeba, Etiópia, a situação política, económica e social do continente durante a décima sessão ordinária da Assembleia daquela organização, sob o lema “O desenvolvimento industrial de África”.

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Camisinhas a qualquer hora e em qualquer lugar
Bares, restaurantes, discotecas e lojas em São Tomé e Príncipe agora têm um novo elemento na sua decoração. São pequenas caixas de madeira de cor castanha, que comportam 144 preservativos, colocadas em lugares de boa visibilidade. Afinal, a intenção é que os dispositivos de camisinhas chamem a atenção da clientela. Os preservativos tradicionalmente são distribuídos nos postos de saúde, mas ainda precisam ser ainda mais acessíveis, especialmente para os jovens.

ÁFRICA DO SUL: Polícia prende 1.500 em igreja
A polícia da África do Sul invadiu a Igreja Metodista central de Johanesburgo, prendendo 1.500 mendigos e zimbabuanos que estavam abrigados no local. Dezenas de policias, alguns fortemente armados, invadiram o complexo da igreja, prenderam os refugiados e os levaram para a prisão.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Alguns destaques da edição 146 de 31/Jan/2008

União Africana faz contas para ver se África é viável
- “Gigante gentil” despede-se da presidência da UA no próximo dia 2 de Fevereiro
A CRIAÇÃO de um Governo federal da África é o tema central dos debates da cúpula da União Africana (UA), que acontece a partir de hoje até sábado próximo em Adis Abeba (capital da Etiópia). No evento serão eleitos os novos líderes da organização. Os representantes dos 53 Estados-membros da UA, presidida pelo chefe de Estado ganês, John Kufuor, e cuja comissão é chefiada pelo ex-presidente de Máli, Alpha Oumar Konaré, vão, sobretudo, discutir a viabilidade de um projeto idealizado pelo líder líbio, Muammar Kadhafi.No último fim de semana, a Líbia acolheu uma mini-cúpula de chefes de Estado africanos, que chegaram a uma série de modificações a ser introduzidas nos estatutos da organização panafricana para permitir a viabilidade da criação de um Executivo.

Deficiente sistema de segurança facilita vida de assaltantes na escola 12 de Outubro (por Alex Nhabanga)
A Escola Primária Completa 12 de Outubro, localizada nos arredores da cidade de Maputo, distrito municipal 4, é um dos estabelecimentos de ensino que se encontra a leccionar nos dois ciclos, em virtude do maior número de graduados da 7ª classe, facto que torna precária a capacidade de resposta do ensino secundário por não dispor de n° suficiente de vagas para corresponder à demanda da procura e face a uma situação que se configura como cancro para as entidades que velam pelo sector.

Zimbabueanos na Beira choram suposta morte de Mugabe (por António Mavila)
A cidade da Beira acordou sobressaltada na manhã da última quarta-feira com a maioria dos comerciantes principalmente zimbabweanos, que praticam os seus negócios nas esquinas da cidade a chorarem uns de tristeza outros de alegria. No cerne da questão está uma notícia que circulava na cidade da Beira, que dava conta de que o presidente do Zimbabwe Roberto Mugabe havia morrido vítima de assassinato de seus próprios guarda-costas. Uma noticia que se espalhou desde a noite da última terça feira e que obrigou alguns comerciantes zimbabweanos a fazerem as malas de regresso ao seu País de origem alegadamente para observarem luto caso seja decretado. O autor destas linhas viu mulheres zimbabweanas, que vendem no famoso mercado formal de goto, a festejarem a alegada morte de Mugabe outros a chorarem.

PRM intercepta camião com 39 crianças vítimas de alegado tráfico
Um camião com 39 crianças que alegadamente iam ser traficadas foi interceptado segunda-feira pela polícia moçambicana na província de Sofala, centro do país, anunciou a polícia local. Segundo o chefe do Departamento de Relações Públicas da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Feliciano Dique, as crianças, com idades entre seis e 16 anos, saíram da província de Nampula, norte do país, transportadas em diferentes viaturas.

Crónicas de Luanda: Quem não vive para servir não pode servir para viver (por Gil Gonçalves)
Sem formação, o escravo liberto prossegue na servidão. Porque sem leituras, sem livros, é país sem futuro. Viver, é escutar o que o senhor feudal nos ordena, desdenha, nos mandou. Porque nada muda, nada mudou. Tantos biliões de dólares e a peste da fome vence, convence. Tanto tempo dos tempos perdidos nas festas do ludopédio,e as novas multidões são milhões adormecidas, perdidas na perfídia do circo africano. E no fim elegem-se, medalham-se heróis presidenciais. Construir estádios é importante, bibliotecas e universidades não, porque é muito caro, é um desperdício de dinheiro, e dá muito esforço formar um quadro.

Quando Angola pensa a CPLP pula e avança! (por Eugénio Costa Almeida)
Já há muito que se vinha a falar e escrever que a CPLP precisava de uma televisão que correspondesse às expectativas dos lusófonos quanto às notícias dos seus países, principalmente se estiverem fora deles. Já há muito que se escrevia e reclamava por um órgão informativo, de preferência televisionado e com alcance global e livre, que nos oferecesse as notícias que gostaríamos de ouvir, mesmo que elas nem sempre sejam as melhores, dos nossos países, nomeadamente, e principalmente, se estivermos fora do nosso meio materno.

Annan abre ronda de negociações no Quénia
A morte de um deputado da oposição durante a madrugada de ontem abriu novamente caminho a violência no Quénia terça-feira passada. O presidente Mwai Kibaki, a quem os opositores lhe atribuem responsabilidade pelo assassinato, prometeu uma investigação rigorosa sobre o sucedido, mas as palavras não refrearam a guerra que as ruas têm vindo a assistir desde a contestada eleição presidencial de 27 de Dezembro.

SÃO TOME E PRÍNCIPE: Oposição rejeita alterações à lei petróleo pretendidas pelo Governo
Os dois principais partidos da oposição em São Tomé e Príncipe, MLSTP/PSD e ADI, que juntos têm maioria no Parlamento, rejeitam as alterações à lei do petróleo propostas pelo Governo para permitir adjudicação directa de blocos. A proposta governamental de alteração da Lei-Quadro de Receitas Petrolíferas, que regula a atribuição de licenças na Zona Económica Exclusiva são-tomense, deu entrada na segunda-feira no parlamento são-tomense, mas desde já os dois líderes da oposição afirmam-se confiantes de que dali não vai passar.

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