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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Destaques da edição 145, de 30/Jan/2008

PENSAMENTO QUE SE RENOVA CADA VEZ MAIS NOS TEMPOS QUE CORREM Moçambique é Maputo, o resto do País (ainda) é paisagem (?)
- (...)Do total de balcões abertos em 2007 apenas dois estão localizados em distritos (...)

OS BALCÕES dos bancos comerciais a operar em Moçambique continuam concentrados nas grandes cidades, de acordo com um documento divulgado na passada semana pelo Banco de Moçambique. O documento, divulgado no decurso de uma sessão do Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, indica que o banco central autorizou a abertura de 46 novos balcões dos bancos comerciais em 2007, o que elevou para 274 o número total de balcões.

Chineses precisam de sete dias de trabalho para beber uma Coca Cola (por Joffre Justino)
Exceptuando os que nada sabem, ou sabendo de nada se preocupam, o Medo domina Portugal. As regras da Economia de Mercado aproximam-se de Portugal e os tempos do vale tudo tendem a deixar de existir. Enfim, o “neoliberalismo à Portuguesa” tende a ter os dias contados, mas seguindo um mau caminho – o do Medo.

Salvador Namburete participa em fórum de oportunidades de investimento no sector de energia no ReinoUnido
Uma delegação, integrando o ministro da Energia, Salvador Namburete, o vice-ministro das Finanças, Pedro Couto, e Alto Comissário da República de Moçambique, no Reino Unido, António Gumende, participa desde segunda-feira, 28, em Londres, no fórum dedicado a oportunidades de investimento no sector de energia de Moçambique.

Só a interiorização da cultura do trabalho poderá resolver os problemas do País
O presidente Armando Guebuza manifestou recentemente o seu apoio à exploração de biocombustíveis no País, desde que esta indústria não “deserde os moçambicanos das suas terras” ou tenha um “impacto negativo na produção alimentar”. Numa longa entrevista a dois órgãos de informação moçambicanos, Armando Guebuza defendeu ainda que só a interiorização de uma “cultura de trabalho”, e não a eventual existência de petróleo, podem resolver os problemas do País.

Filha adoptiva de Moçambiqueleva irmão angolano ao cinema
Quatro obras do escritor angolano José Eduardo Agualusa, que estão a ser adaptadas, vão estar em breve no cinema, segundo declarações do autor à agência Lusa. Em estado mais adiantado de finalização do argumento está o “Vendedor de passados”, que vai ser dirigido pelo realizador brasileiro Lula Buarque de Hollanda, para a produtora Conspiração Filmes.

Ano lectivo arranca para mais de cinco milhões de alunos
Cerca de cinco milhões de alunos do ensino geral (da 1ª à 12ª classe) regressaram segunda-feira às aulas, no dia em que arranca o ano lectivo nas mais de nove mil escolas do País. Ao todo, matricularam-se este ano perto de um milhão de novos alunos.

SÃO-TOMÉ E PRÍNCIPE: Governo quer adjudicar licenças de produção de petróleo sem concurso
O Governo de São Tomé e Príncipe quer mudar a lei do petróleo para poder passar a adjudicar directamente licenças de pesquisa e produção petrolífera a empresas interessadas, dispensando o lançamento de concurso público. O objecto da alteração, recentemente apresentada pelo primeiro-ministro Tomé Vera Cruz aos partidos com representação parlamentar, é o artigo 22.

Estes e outros artigos podem ser consultados, na íntegra, em versão PDF através do e-mail ao lado

sábado, 26 de janeiro de 2008

PIB cresceu acima do previsto

A economia moçambicana deverá ter registado em 2007 um crescimento superior aos 7,6 por cento inicialmente previstos, afirmou recentemente em Maputo o governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove.
Na sessão de abertura do 32º Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, Gove disse que os dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas relativos ao período de Janeiro a Setembro de 2007 revelam que a economia cresceu 7,6 por cento."Um tal número permite-nos antever que, terminada a avaliação geral, a economia terá crescido em 2007 acima do projectado", enfatizou o governador do Banco de Moçambique.
O governo definiu para 2007 uma meta de sete por cento para o crescimento do PIB, uma inflação média anual de 6,4 por cento e um nível de reservas internacionais capazes de sustentar cerca de cinco meses de importações de bens e serviços.
Apesar de um desempenho relativamente positivo, a economia moçambicana sofreu os efeitos da alta de preços do petróleo e de cereais básicos no mercado internacional, com impacto negativo ao nível da balança de pagamento e nos indicadores da inflação, destacou o governador do Banco de Moçambique.
Mas esse quadro menos positivo não impediu que a moeda nacional, o metical, registasse uma apreciação nos últimos meses do ano em relação às grandes moedas estrangeiras em circulação em Moçambique, nomeadamente o dólar e o rand.
Já no mercado monetário, as taxas de juro conheceram ligeiras reduções, como resultado da injecção de capital à economia, que foram superiores a 2006, acrescentou Ernesto Gove.