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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Edição extra - Morreu Nympine Chissano (por Jorge Eurico)

Morreu esta madrugada na vizinha República da África do Sul vítima de ataque cardíaco Nympine Chissano, apurou o OBS junto de fonte familiar. Recorde-se que Nympine Chissano, filho mais velho do então presidente de Moçambique, foi citado em Tribunal como o autor intelectual do assassínio do jornalista Carlos Cardoso. O arguido Momed Abdul Satar «Nini» confessou ter pago ao principal suspeito do assassínio - Aníbal dos Santos Júnior «Anibalzinho» - mais de mil milhões de meticais, a mando do filho mais velho do antigo presidente Joaquim Chissano. Nascido na Tanzânia, durante a guerrilha que a FRELIMO moveu contra o regime colonial português, o primeiro filho de Joaquim e Marcelina Chissano foi baptizado em homenagem a esses tempos, com um nome que na língua changana, a etnia do pai, significa "na guerra". Depois de uma infância normal, o alegado mau feitio de Nympine começou a manifestar-se logo no início da vida adulta, com notícias menos edificantes a seu respeito, como o caso de ter partido uma máquina de escrever numa esquadra da capital, após uma discussão com polícias, devido a um problema de trânsito. O episódio foi divulgado pelo jornal O Metical, altura dirigido e propriedade do jornalista Carlos Cardoso, e terá sido aí que começou a animosidade no relacionamento entre o jornalista e o filho mais velho do então presidente da República.
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NOTA: A edição extra do nº 103, de hoje, foi citada nos órgãos online "Club-K", de Angola, e "Expresso-Online", de Portugal.

domingo, 18 de novembro de 2007

Carlos Cardoso era democrata convicto e uma pedra no sapato dos corruptos! (por Maria de Lourdes Torcato)

Muitos de nós lembramos com saudade Carlos Cardoso, o mártir da liberdade de imprensa em Moçambique, pelo seu extraordinário trabalho de jornalista investigativo, que ousou interferir na rede da corrupção e no crime organizado e por isso foi assassinado. Poucos recordam a voz de Carlos Cardoso como Autarca e venho refrescar a nossa memória.
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Publicado na edição 103, de 19-Novembro-2007

Orlando Castro e Eugénio Almeida (também) rememoram Carlos Cardoso (por Jorge Eurico)

Tal como escreveu Carlos Té e, por sua vez, cantou Rui Veloso, "o prometido é devido" (sic!). É pelo facto de o prometido ser devido que temos estado a publicar, durante o mês de Novembro, artigos em memória do jornalista moçambicano que em vida atendeu pelo nome de Carlos Cardoso. Hoje a nossa manchete é da autoria da insigne jornalista Maria de Lourdes Torcato. Nas próximas 48 horas publicaremos igualmente artigos não menos importantes do académico Eugénio Costa Almeida e do jornalista e Historiador Orlado Castro que, tal como nós, não se esquecem do destemido e indomável jornalista que - por ter acreditado religiosamente nas Liberdades de Expressão e de Imprensa e na pretensa democracia existente em Moçambique - no dia 22 de Novembro de 2000 foi abalroado por uma bala nas ruas de Maputo.
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Publicado na edição 103, de 19-Novembro-2007