É O PAÍS A CRESCER: Banco de Moçambique ressalta “compromisso com a cultura nacional”
O Millenium Banco Internacional de Moçambique (Millenium BIM), associado ao português Millenium BCP, assumiu o “compromisso com a cultura moçambicana”, afirmando que vai continuar apoiando eventos ligados às Artes e Letras. O presidente do Millenium BIM, Mário Machungo, realçou o apoio da instituição à cultura durante o anúncio dos vencedores do Concurso Literário Minerva Central 100 Anos, promovido pela livraria mais antiga em funcionamento no País. “Quero nesta ocasião reiterar o nosso compromisso com o desenvolvimento cultural, social e económico do País”, afirmou Machungo.
ARMANDO GUEBUZA & ROBERT MUGABE: Os (velhos) amigos são para as ocasiões (por Orlando Castro)
- Violência contra elementos da oposição tem aumentado significativamente
O NAVIO de pavilhão chinês, que transporta armas para o governo do Zimbabué e que estava ancorado ao largo do porto de Durban, África do Sul, zarpou e o seu destino é Moçambique, segundo alerta uma organização não-governamental zimbabueana. Mugabe certamente não esquecerá a ajuda de Armando Guebuza. Os amigos são para isso mesmo. Não é? O navio encontrava-se desde segunda-feira passada atracado ao largo de Durban a aguardar autorização das autoridades portuárias para atracar e descarregar a sua carga. Entre ela, encontram-se seis contentores contendo milhões de munições de vários calibres, com predominância do calibre utilizado nas espingardas automáticas AK-47, RPG’s (morteiros com auto-propulsão) e granadas de morteiro.
Canadiana TEAL autorizada a explorar urânio em Moçambique
A empresa canadiana TEAL Exploration & Mining Incorporated anunciou recentemente que o Governo moçambicano concedeu autorização à empresa para explorar urânio numa área de 1.297 quilómetros quadrados em Moçambique. A empresa foi autorizada a proceder a explorações em Cabo Ddelgado, Alto Ligonha, A TEAL Exploration & Mining Incorporated refere que as observações do ar feitas recentemente permitem identificar claramente zonas de interesse para proceder à exploração de urânio.
Quase metade dos transportadores privados passageiros já compensados
Mais de mil transportadores privados de passageiros (“chapas”) da cidade de Maputo, capital do país, já receberam subsídios de combustível do Governo, disse recentemente à Lusa fonte ligada ao processo. A atribuição de compensações aos operadores semi-colectivos de passageiros – o valor é correspondente ao preço equivalente a 31 meticais (0.88 cêntimos) por litro de combustível - está a decorrer desde finais de Fevereiro. A medida visa travar os novos preços nos transportes públicos do país, cuja aplicação originou violentas manifestações em Maputo, a 05 de Fevereiro passado, dia em que deviam ter entrado em vigor as novas tabelas.
Limites à tolerância (Conclu.) (por Nvunda Tonet)
Os limites pessoais são diferentes e variam de acordo com a experiência pessoal de cada indivíduo. Neste sentido, pode-mos dizer que não existem limites fixos, têm relação com a disposição corporal. Por exemplo, podemos dar prioridade ao candongueiro logo de manhã. Mas no período nocturno e depois de um longo dia de trabalho, podemos não tolerar, gritar e proceder de forma anti-cívica. Queríamos que este limite fosse mais elástico e cediço.
O CAVALEIRO DO REI (VI): O cavaleiro Epok (por Gil Gonçalves)
- Nem o arauto me deixa falar!?.. Calem-me esta personagem. Solícito interpõe-se o chefe dos mosqueteiros. - Ordene meu rei! - Manda proclamar pelos arautos do reino e vice-reinos, que sejam desarmadas todas as trombetas. E que jamais enquanto for vivo, não quero ouvir, não falar, nem ver jamais tal instrumental. Prossigam com a justa, no fim quero ver quem é esse cavaleiro.
Zimbabwe, Tribunal desdiz-se autorizando recontagem (por Eugénio Costa Almeida)
De acordo, dou o dito por não dito e assumo que afinal o poder do senhor Mugabe e da sua subserviente equipa de “yes men” é total! Depois de ter dito não, o Tribunal acabou por aceitar a recontagem de votos nas assembleias onde Mugabe e a ZANU-PF tinham claramente perdido. Como só aposto em jogos solidários como Totobolas ou Totolotos não aposto mas quase tenho a certeza que não só a maioria dos resultados vão ser alterados como ainda vamos ver os dois perdedores passarem a grandes vencedores. Apostas façam-nos, quem quiser. De facto só a intervenção da ONU poderá repor a legalidade no Zimbabué, já que nem a África do Sul parece ter mão em Mugabe e evitar que continue a acumular recordes negativos quanto a inflação e o seu povo viva cada vez pior e em auto-subsistência pelo que a greve geral, proposta pela Oposição, não admira ter fracassado.
GUINÉ-BISSAU: PJ encerrada até existirem condições mínimas de segurança
A ministra da Justiça da Guiné-Bissau, Carmelita Pires, disse que a Polícia Judiciária (PJ) guineense vai continuar encerrada até existirem condições mínimas de segurança para voltar a trabalhar. “Estamos a tentar obter todas as condições mínimas para salvaguardar a segurança desta polícia”, afirmou a ministra da Justiça, sublinhando que se os acontecimentos de domingo antepassado tivessem ocorrido durante um dia de semana haveria mais mortes a lamentar.
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segunda-feira, 21 de abril de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Protestos em Moçambique. Será só isso?
Moçambique viveu hoje um violento protesto contra o aumento do custo dos “chapas”. Essenciais (por manifesta incapacidade de o Governo fornecer esse serviço) para o transporte dos trabalhadores que ganham pouco (fora os muitos que só ganham desespero) são também um barómetro da sociedade.
Por Orlando Castro
A questão do aumento dos “chapas” – na cidade passou de 5 meticais para 7,5 e na periferia de 7,5 para 10 (35 meticais equivalem a um euro) – é crucial para a maioria dos moçambicanos que, por regra, gasta cerca de 40% do ordenado mínimo (1 500 meticais) nesse tipo de transporte.Os protestos contra o aumento dos transportes são habituais, seguindo a lógica descendente.
O Governo aumenta os combustíveis, os transportadores aumentam o preço dos bilhetes, os utentes (que já se consideram felizes quando têm algum trabalho) protestam nas ruas e a Polícia desmobiliza-os à força de bastonadas e de tiros. Sempre que há aumentos há protestos, embora não tão violentos como os de hoje.
Hoje o protesto registou uma inovação. Foi convocado por sms e incluía fortes críticas ao Governo da FRELIMO: “O povo está a sofrer, os filhos de ministros, deputados e outros dignitários não andam de chapa e os chapas estão caros. Vamos fazer greve e exigir justiça. Lutemos contra a pobreza”.Embora a situação, segundo fontes da Imprensa moçambicana, não passe de um protesto popular contra o alto custo de vida, a tensão registada fez temer algo mais grave, tantos são os exemplos da história recente de África.
Assim, pelo sim e pelo não, os bancos, escolas, repartições públicas e outros organismos do Estado fecharam as portas, enquanto organizações internacionais, caso da ONU, aconselharam os seus funcionários a não saírem à rua.O Governo decidiu entretanto negociar com os representantes dos operadores dos “chapas” uma forma de minimizar as novas tarifas, garantindo que os utentes não serão prejudicados.
O Executivo de Maputo teme, aliás, que os protestos possam ser aproveitados pela Oposição para os potenciar, transformando-os numa contestação de carácter político.A RENAMO, embora responsabilizando o Governo pelos incidentes, apelou aos manifestantes para “não exacerbarem os ânimos” e arranjarem uma solução negociada para a crise.“O Estado não assegura transportes públicos eficazes para dar vazão aos utentes, daí que se abriu espaço para os privados colmatarem esta lacuna que o Governo deixou em branco, permitindo-lhes que usem e abusem do poder que têm sobre um povo pobre e sem capacidade reivindicativa”, afirma a RENAMO.
Recorde-se que, no passado dia 24, o Banco Mundial considerou existir um “claro risco” de abrandamento do ritmo de redução da pobreza em Moçambique, que atinge ainda mais de metade da população do país, tendo aprovado um apoio financeiro ao Orçamento de Estado para este ano na ordem dos 40,4 milhões de euros.
Fonte: Alto Hama
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