LUANDA: MPLA tem em marcha plano para decapitar todos os opositores (Norberto Hossi, Luanda/Not. Lusófonas)
- Revelamos plano de acção sugerido pelo SINFO e entregue ao presidente José Eduardo dos Santos
Nos últimos dias os dirigentes do partido no poder em Angola, o MPLA, tem estado numa feroz campanha de diabolização de todos quantos, por defenderem a democracia e um Estado de Direito, são seus adversários. O 4 de Abril foi uma vergonha, pois apenas falaram de realizações do governo os membros do partido no poder que tiveram espaço de antena nos Órgãos públicos, onde destrataram como no tempo de partido único o Galo Negro, numa clara demonstração de receio quanto a um desfecho desfavorável nas eleições de Setembro, como ocorre no Zimbabué. A par disso, o NL revela na íntegra o plano de acção sugerido, em documento datado de 20 de Março, pelos Serviços Internos de Informação, SINFO. Um plano em que é sugerida uma acção do tipo “vale tudo”. Nesta cruzada estão os turcos do regime: Kundi Pahiama, Dino Matross, Bento Bento e Kwata Kanawa, com os meios de comunicação de Estado.
O FIM DO MUNDO: Velhos sem juízo!
-Consumo de entre «mais velhos» deverá duplicar até 2020
O OBSERVATÓRIO Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) estima que o número de “adultos mais idosos” com problemas de consumo de estupefacientes irá aumentar para mais do dobro até 2020, previsão que classifica de “inquietante”. “Estima-se que o número de pessoas idosas com problemas de consumo de substâncias ou necessitadas de tratamento devido a perturbações causadas por esse consumo irá aumentar para mais do dobro entre 2001 e 2020", revela o último número da publicação do OEDT “Drogas m Destaque”, intitulado “Abuso de substâncias entre os adultos mais idosos”.
Polícia admite dificuldades em travar imigração ilegal
A polícia admitiu ontem dificuldade em travar a imigração ilegal no País, em especial na província de Tete (centro), onde no passado fim-de-semana foi interceptado um contentor com 155 imigrantes ilegais, um dos quais já morto. “Para quem conhece a província de Tete tem uma maior possibilidade de compreender qual a facilidade de entrada [em Moçambique] de qualquer estrangeiro por aquela região”, disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, em declarações à agência Lusa.
Parlamento ratifica tratado de interdição de testes nucleares
A Assembleia da República ratificou terça-feira em Maputo, por unanimidade e aclamação, o Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares, em vigor deste 1996. Ao ratificar o documento, proposto ao Parlamento pelo Governo após a sua aprovação pelo Conselho de Ministros, Moçambique compromete-se “a não realizar qualquer teste de explosão de armas nucleares ou outro tipo de explosões nucleares e a proibir ou evitar tais explosões em qualquer lugar sob sua jurisdição ou controlo”.
Tabo Mbeki chega hoje a Maputo com economia na agenda
O Presidente da África do Sul, Tabo Mbeki, chega hoje a Maputo, para participar na 13ª Cimeira da Conferência Económica Bilateral Moçambique-África do Sul, disse fonte oficial. No âmbito da sua visita a Moçambique, com duração de apenas um dia, Mbeki vai manter conversações com o seu homólogo Armando Guebuza, além de acompanhar os trabalhos da referida conferência, que constitui o principal mecanismo de cooperação entre os dois países no domínio económico, indicou à Lusa fonte oficial da Presidência moçambicana, sem fornecer mais detalhes.
Grupo Pestana investe 47,5 milhões e aposta em golfe na ilha de Inhaca
O grupo português Pestana vai investir nos próximos anos 47,5 milhões de euros em novos projectos em Moçambique, incluindo a construção de um empreendimento imobiliário turístico com um campo de golfe, hotel e moradias na ilha de Inhaca (Sul). O projecto previsto para a ilha ao largo de Maputo é inspirado noutros que o grupo turístico português tem em Portugal (Algarve e Sintra), São Tomé e Príncipe e Brasil, como explicou à Agência Lusa o responsável pelo grupo turístico em Moçambique, Pedro Martins.
O prédio da injustiça desabou (por Gil Gonçalves, Luanda)
- Antes de vinte e quatro horas passadas e depois da visita doProcurador-geral da república, prédio da DNIC, Direcção Nacional da Investigação Criminal, desaba em Luanda, por volta das quatro da manhã.
Os prédios mal conservados, abandonados, fatalmente acabam como as ditaduras, em ruínas inexoráveis. Quem governa mal, supera o lodaçal. Os maus filhos são como os maus governos. Quando os esperamos numa desdita, dizem-nos sarcásticos que gastaram o dinheiro em banquetes. Já tínhamos alertado no nosso trabalho anterior, O PRÉDIO, publicado no O Observador, sobre mais esta tragédia que acaba de acontecer. Mas, a resposta dos governantes a estes preceitos é invariável. «São discursos incendiários, antipatrióticos» ou, «não jogo nessa equipa.» A demagogia é a arma atómica da política. Dois horas depois chegam os primeiros socorros. Fecham-se todas as ruas de acesso. Cem bombeiros, polícia de intervenção rápida, e outros órgãos policiais e militares socorrem e protegem a área.
De cidadão para proletário(I) (por António Justo)
Um povo sem ressonância individual passa a viver em estádio de inveja, passando esta a motivar o seu agir, resultante dum povo soldado com os desertores da precariedade. Os nossos políticos na Europa agem irresponsavelmente ao destruírem sistematicamente a camada social média em favor das multinacionais, fomentando a sua degradação em benefício dum estado dependente com um povo proletário carente. O esfomeado reduz a sua felicidade a um estômago com apetite mas sem fome. O seu nível de felicidade é limitado à oscilação entre o apetite e a fome. Os povos da Europa, porém, não se contentarão com isso.
ZIMBABUE: Tsvangirai acusa Mugabe de «golpe de Estado»
O candidato da oposição zimbabueana Morgan Tsvangirai acusou o presidente de perpetrar «um golpe de Estado militar de facto», ao deslocar tropas para todo o país para «intimidar a população» antes da eventual segunda volta das presidenciais. «Eles enviaram forças militares para todo o país a fim de preparar um escrutínio e intimidar a população, é uma tentativa de criar as condições para uma vitória de Robert Mugabe», declarou Tsvangirai, durante uma entrevista quarta-feira à revista Time, publicada
no seu site oficial. «Os chefes militares tentam desviar a vontade do povo», disse, acrescentando que se «trata, de uma certa forma, de um golpe de Estado militar de facto», considera o opositor, chefe do Movimento Democrático para a Mudança (MDC), que afirma a sua vitória logo à primeira volta nas presidenciais a 29 de Março.
CHILE: Detido sacerdote acusado de abusos sexuais a menores
Um sacerdote católico foi detido na cidade chilena de Punta Arenas sob acusação de delitos de abuso sexual e violação a cinco menores, informaram quarta-feira fontes policiais e eclesiásticas. O salesiano Jaime Low Cabezas é acusado de um caso de violação e quatro de abuso sexual, cometidos contra adolescentes entre 15 e 17 anos que participavam num grupo pastoral juvenil dirigido pelo sacerdote na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, onde era pároco. Jaime Low Cabezas foi capturado quarta-feira de madrugada pela Brigada de Delitos Sexuais e de Menores, da Polícia de Investigações de Punta Arenas, na sequência da denúncia apresentada pela mãe de uma das vítimas.
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sexta-feira, 11 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Alguns destaques da edição 186, de 4/Abr/2008
Quando elas partem para o “engante” não há homem que resista à tentação
- Estudo sugere que mulheres “são mais espertas” na paquera
OS HOMENS têm dificuldade de interpretar os sinais das mulheres. Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que os homens têm mais dificuldade em identificar os sinais não-verbais demonstrados na hora da paquera do que as mulheres. A pesquisa, realizada na Universidade de Indiana, reuniu 280 estudantes heterossexuais com idade média de 20 anos - a maioria dos participantes (64%) era composta por homens.
PAX ANGOLANA: Seis anos + um de consolidação da mediocridade (por Jorge Eurico)
O aperto de mão sincero entre os generais Armando da Cruz Neto e Geraldo Abreu “Kamorteiro”, então responsáveis máximos das Forças Armadas Angolanas (FAA- Governo) e das Forças de Libertação de Angola (FALA - UNITA), na manhã de 04 de Abril de 2002, no Palácio dos Congressos, em Luanda, selou o Acordo de Paz que colocou um ponto final à guerra fratricida que durante 27 anos ceifou vidas (não foram poucas), provocou dor (indescritível), luto (a cor preta era uma constante na nossa indumentária), separou irmãos (muitos tiveram que abandonar o País para preservar as suas vidas), provocou feridas (que ainda sangram) e cicatrizes (que ainda doem). Passados cinco anos + um era suposto possível e desejável Angola ter Justiça, Trabalho e Paz, tolerância política, mais oportunidades, menos violência, e acabar com a privatização do Estado por parte do partido no poder.
Governo aposta forte (e feio) na construção de refinaria em Matutuíne
O ministro da Energia, Salvador Namburete, anunciou ontem que um grupo de investidores apresentou ao Governo um projecto de construção de uma refinaria de petróleo no País orçado em 5,1 mil milhões de euros. Caso seja aprovada, a instalação da refinaria, a ser construída no distrito de Matutuíne, província de Maputo (Sul), será o segundo empreendimento do género a ser autorizado pelo Executivo, depois de um projecto de refinaria de 3,2 mil milhões de euros ter sido aprovado em finais de 2007, para o distrito de Nacala, província de Nampula (Norte). “Há uma proposta de construção de uma refinaria que foi recebida pelo Ministério da Energia por um grupo de investidores, mas ainda tem de ser aprovada pelo Conselho de Ministros”, disse Namburete, sem especificar a identidade dos investidores.
Duas mulheres detidas à chegada a Maputo por transportarem cocaína
Duas mulheres, uma moçambicana e outra sul-africana, foram detidas no aeroporto internacional de Maputo por transportarem droga, alegadamente proveniente do Brasil, em voos da companhia aérea portuguesa TAP, anunciou ontem a policial moçambicana. De acordo com o porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, a cidadã sul-africana tinha em seu poder 64 ampolas de cocaína. “Esta mulher vinha do Brasil e foi detida quando acabava de desembarcar de um avião da TAP”, disse o porta-voz da PRM ao apresentar aos jornalistas o balanço sobre criminalidade no País durante a semana passada.
Maputo-Lisboa: Se a corrente passa é porque a ligação está estabelecida (por Maria José Nogueira Pinto/Diário de Notícias)
Cheguei pela primeira vez à cidade de Maputo, então Lourenço Marques, há muitos anos atrás. Viajava num paquete e à vista de terra, como sempre acontecia, os passageiros corriam pelo deck e debruçavam-se das amuradas invadidos por sentimentos diversos: para uns o regresso, para outros a novidade. Fui dominada pela vista deslumbrante de uma cidade de traçado rigoroso e limpo, a lembrar Haussman, uma vegetação luxuriante disciplinando o espaço, casario branco e luz como poalha dourada. Voltei uma e outra vez depois da independência e olho sempre para o copo meio cheio, registando as melhorias: um espaço público mais bem cuidado, verde por todo o lado, menos buracos no asfalto do que em algumas ruas de Lisboa, uma incipiente mas visível reabilitação urbana, as fachadas dos edifícios públicos pintadas, o grande Liceu Josina Machel com todos os vidros inteiros. As avenidas largas, as enormes acácias, os restaurantes e esplanadas ajudam a um ar cosmopolita e os pequenos mercados, o artesanato, os panos de batik desfraldados na marginal, os “chapas” a abarrotar, a “Casa Elefante” contrastam com um gigantesco centro comercial (progresso “oblige”) e lojas cujas montras se assemelham ao Prix Unique francês dos anos sessenta. Sinto-me bem aqui.
O livro apócrifo de Job (III) (por Gil Gonçalves, Luanda)
As grandes batalhas são sempre militares. Não existem grandes batalhas para acabarem com a fome. Se milhões de seres humanos aplaudem os pés dos jogadores, isso significa que são bípedes. A vossa vida é como o vento; vem e esvai-se. É a sepultura donde nunca conseguem sair. As casas dos ricos estão sempre cheias de guardas; as vossas estão bem guardadas pela fome. Nem cama tem para se consolarem; como lençol, alguns plásticos, um cobertor e um balde para água; dormem infelizes no chão. Mesmo assim o Sempiterno não vos deixa, espanta-vos com pesadelos e visões da fome. Para quê tanto sofrimento; se a morte é melhor. Viver um nadinha é confortável. Não há um único momento em que não me incomodem; sentem enorme prazer inexplicável. Só o Sempiterno o sabe.
ZIMBABUÉ: A derrota do velho crocodilo
O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, admitiu para sua família e os seus assessores que perdeu a eleição mais importante dos seus 28 anos de Governo, informou ontem o jornal sul-africano “Business Day”. Mugabe perdeu o controle do Parlamento pela primeira vez desde que o país obteve a independência de maneira oficial, em 1980, e o opositor do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês) disse também que foi derrotado na eleição presidencial de sábado passado e deveria reconhecer a derrota.
Robert Mugabe poderá exilar-se (por Orlando Castro/Jornal de Notícias)
Uma depois das eleições no Zimbabué, o resultado continua a ser uma incógnita, aumentando o receio de conflitos similares aos do Quénia. No entanto, a possibilidade de o actual presidente, Robert Mugabe, abandonar o país e partir para o exílio ganha contornos mais nítidos. Sob a mediação de um país africano (provavelmente a África do Sul), representantes de Mugabe e da Oposição liderada por Morgan Tsvangirai (virtual presidente) terão chegado a acordo para que, “com a dignidade de um chefe de Estado”, Robert Mugabe aceite exilar-se voluntariamente na Namíbia ou na Malásia Admite-se que o atraso na divulgação dos resultados esteja relacionado com esta alternativa que, segundo fontes em Harare, é bem vista quer pelos tradicionais aliados africanos quer pela comunidade internacional.
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- Estudo sugere que mulheres “são mais espertas” na paquera
OS HOMENS têm dificuldade de interpretar os sinais das mulheres. Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que os homens têm mais dificuldade em identificar os sinais não-verbais demonstrados na hora da paquera do que as mulheres. A pesquisa, realizada na Universidade de Indiana, reuniu 280 estudantes heterossexuais com idade média de 20 anos - a maioria dos participantes (64%) era composta por homens.
PAX ANGOLANA: Seis anos + um de consolidação da mediocridade (por Jorge Eurico)
O aperto de mão sincero entre os generais Armando da Cruz Neto e Geraldo Abreu “Kamorteiro”, então responsáveis máximos das Forças Armadas Angolanas (FAA- Governo) e das Forças de Libertação de Angola (FALA - UNITA), na manhã de 04 de Abril de 2002, no Palácio dos Congressos, em Luanda, selou o Acordo de Paz que colocou um ponto final à guerra fratricida que durante 27 anos ceifou vidas (não foram poucas), provocou dor (indescritível), luto (a cor preta era uma constante na nossa indumentária), separou irmãos (muitos tiveram que abandonar o País para preservar as suas vidas), provocou feridas (que ainda sangram) e cicatrizes (que ainda doem). Passados cinco anos + um era suposto possível e desejável Angola ter Justiça, Trabalho e Paz, tolerância política, mais oportunidades, menos violência, e acabar com a privatização do Estado por parte do partido no poder.
Governo aposta forte (e feio) na construção de refinaria em Matutuíne
O ministro da Energia, Salvador Namburete, anunciou ontem que um grupo de investidores apresentou ao Governo um projecto de construção de uma refinaria de petróleo no País orçado em 5,1 mil milhões de euros. Caso seja aprovada, a instalação da refinaria, a ser construída no distrito de Matutuíne, província de Maputo (Sul), será o segundo empreendimento do género a ser autorizado pelo Executivo, depois de um projecto de refinaria de 3,2 mil milhões de euros ter sido aprovado em finais de 2007, para o distrito de Nacala, província de Nampula (Norte). “Há uma proposta de construção de uma refinaria que foi recebida pelo Ministério da Energia por um grupo de investidores, mas ainda tem de ser aprovada pelo Conselho de Ministros”, disse Namburete, sem especificar a identidade dos investidores.
Duas mulheres detidas à chegada a Maputo por transportarem cocaína
Duas mulheres, uma moçambicana e outra sul-africana, foram detidas no aeroporto internacional de Maputo por transportarem droga, alegadamente proveniente do Brasil, em voos da companhia aérea portuguesa TAP, anunciou ontem a policial moçambicana. De acordo com o porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, a cidadã sul-africana tinha em seu poder 64 ampolas de cocaína. “Esta mulher vinha do Brasil e foi detida quando acabava de desembarcar de um avião da TAP”, disse o porta-voz da PRM ao apresentar aos jornalistas o balanço sobre criminalidade no País durante a semana passada.
Maputo-Lisboa: Se a corrente passa é porque a ligação está estabelecida (por Maria José Nogueira Pinto/Diário de Notícias)
Cheguei pela primeira vez à cidade de Maputo, então Lourenço Marques, há muitos anos atrás. Viajava num paquete e à vista de terra, como sempre acontecia, os passageiros corriam pelo deck e debruçavam-se das amuradas invadidos por sentimentos diversos: para uns o regresso, para outros a novidade. Fui dominada pela vista deslumbrante de uma cidade de traçado rigoroso e limpo, a lembrar Haussman, uma vegetação luxuriante disciplinando o espaço, casario branco e luz como poalha dourada. Voltei uma e outra vez depois da independência e olho sempre para o copo meio cheio, registando as melhorias: um espaço público mais bem cuidado, verde por todo o lado, menos buracos no asfalto do que em algumas ruas de Lisboa, uma incipiente mas visível reabilitação urbana, as fachadas dos edifícios públicos pintadas, o grande Liceu Josina Machel com todos os vidros inteiros. As avenidas largas, as enormes acácias, os restaurantes e esplanadas ajudam a um ar cosmopolita e os pequenos mercados, o artesanato, os panos de batik desfraldados na marginal, os “chapas” a abarrotar, a “Casa Elefante” contrastam com um gigantesco centro comercial (progresso “oblige”) e lojas cujas montras se assemelham ao Prix Unique francês dos anos sessenta. Sinto-me bem aqui.
O livro apócrifo de Job (III) (por Gil Gonçalves, Luanda)
As grandes batalhas são sempre militares. Não existem grandes batalhas para acabarem com a fome. Se milhões de seres humanos aplaudem os pés dos jogadores, isso significa que são bípedes. A vossa vida é como o vento; vem e esvai-se. É a sepultura donde nunca conseguem sair. As casas dos ricos estão sempre cheias de guardas; as vossas estão bem guardadas pela fome. Nem cama tem para se consolarem; como lençol, alguns plásticos, um cobertor e um balde para água; dormem infelizes no chão. Mesmo assim o Sempiterno não vos deixa, espanta-vos com pesadelos e visões da fome. Para quê tanto sofrimento; se a morte é melhor. Viver um nadinha é confortável. Não há um único momento em que não me incomodem; sentem enorme prazer inexplicável. Só o Sempiterno o sabe.
ZIMBABUÉ: A derrota do velho crocodilo
O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, admitiu para sua família e os seus assessores que perdeu a eleição mais importante dos seus 28 anos de Governo, informou ontem o jornal sul-africano “Business Day”. Mugabe perdeu o controle do Parlamento pela primeira vez desde que o país obteve a independência de maneira oficial, em 1980, e o opositor do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês) disse também que foi derrotado na eleição presidencial de sábado passado e deveria reconhecer a derrota.
Robert Mugabe poderá exilar-se (por Orlando Castro/Jornal de Notícias)
Uma depois das eleições no Zimbabué, o resultado continua a ser uma incógnita, aumentando o receio de conflitos similares aos do Quénia. No entanto, a possibilidade de o actual presidente, Robert Mugabe, abandonar o país e partir para o exílio ganha contornos mais nítidos. Sob a mediação de um país africano (provavelmente a África do Sul), representantes de Mugabe e da Oposição liderada por Morgan Tsvangirai (virtual presidente) terão chegado a acordo para que, “com a dignidade de um chefe de Estado”, Robert Mugabe aceite exilar-se voluntariamente na Namíbia ou na Malásia Admite-se que o atraso na divulgação dos resultados esteja relacionado com esta alternativa que, segundo fontes em Harare, é bem vista quer pelos tradicionais aliados africanos quer pela comunidade internacional.
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