SADC deve combater a pobreza e não os pobres
- Tomás Salomão estima que a natureza da pobreza na região requer acções concertadas
O VICE-PRIMEIROministro e ministro maurício das Finanças, Rama Sithanen, estimou recentemente em Port-Louis, a capital maurícia, que a Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC) não pode permitir-se a perder a batalha contra a pobreza. Intervindo na conferência sobre a pobreza e desenvolvimento que teve lugar em Swami Vivekananda, em Port-Louis, a semana passada, o ministro apresentou um painel sombrio da situação que, de acordo com ele, “é preocupante e precária e que incita a um aumento de esforços para que o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) de reduzir a pobreza em 50 por cento até 2015 seja atingido”.
A UNITA está satisfeita? Quem diria... (por Jorge Eurico)
O presidente da UNITA disse recentemente em entrevista ao jornalista Paulo Guilherme Figueiredo, da Lusa, que acredita que as eleições legislativas angolanas de Setembro serão livres e justas. Ainda bem (digo eu) que as eleições legislativas de Setembro serão livres e justas. Isto quer dizer que a UNITA está satisfeita com o processo eleitoral em curso. Ainda bem (digo eu) que as eleições legislativas de Setembro serão livres e justas. Isto quer dizer que o Governo está a cumprir (?) à letra o estabelecido na Lei Eleitoral vigente na República de Angola.
Empresa australiana pretende construir central térmica em Tete
A Riversdale Mining, uma empresa australiana produtora de carvão, pretende construir uma central térmica de 2000 megawatts na província moçambicana de Tete, onde deverá começar a produzir carvão em 2010, afirmou sexta-feira em Maputo o seu presidente. Citado pela agência noticiosa norte-americana Bloomberg, MichaelO’Keeffe disse que o projecto, um investimento de 5 mil milhões de dólares, estará a produzir 500 megawatts de energia eléctrica em 2012, devendo atingir a capacidade total em 2015.
Pequim diz que Maputo e Luanda deveriam ter “percebido” que munições em navio chinês eram legais
que Angola e Moçambique deveriam ter “compreendido” que as munições destinadas ao Zimbabué são parte de um negócio legal, comentando a recusa de Maputo e Luanda em deixar desembarcar o armamento. Jiang Yu, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, afirmou também que o navio An Yue Jiang desistiu de entregar o seu carregamento de seis contentores de munições ao Zimbabué, pelo que o armamento vai regressar à China. “Quanto à recusa dos países em receber o cargueiro, a minha explicação é clara. Esperamos que os países relevantes compreendam claramente que se trata de uma transacção comercial normal”, disse em conferência de imprensa a porta-voz da diplomacia chinesa, Jiang Yu, respondendo a uma pergunta da Agência Lusa sobre a recusa de Moçambique e Angola em deixar aportar o An Yue Jiang.
Governo quer prorrogação até 2014 de prazo para eliminação de minas
Moçambique vai pedir à ONU a prorrogação até 2014 do prazo para declarar o País livre de minas, por falta de dinheiro e de um mapa sólido das áreas minadas, anunciou fonte governamental. Ao abrigo da Convenção de Otava, o Governo de Moçambique comprometeu-se perante as Nações Unidas a tornar o País livre de minas até 2007, ao ratificar os tratados que banem a utilização deste tipo de artefactos.
O CAVALEIRO DO REI (V): O cavaleiro Epok (por Gil Gonçalves)
O paladino Divad, sempre de mãos livres, grande republicano, faz-se acompanhar por vários embaixadores e jornalistas partidários da república, na deslocação ao condado do Martírio de Jesus para observarem a gigantesca cavalariça e estábulos que o rei mandou construir. Servirá para receber modernos cavalos voadores. Muito bem cerceado por mosqueteiros, deles é enviado um com uma mensagem para o rei. Parte com o seu cavalo mais veloz que o vento.
China quer investir mais na formação de estudantes africanos
A China prevê investir mais na formação de estudantes africanos e continuar a tendência de abertura comercial aos estados africanos com relações diplomáticas com Taiwan, segundo o Instituto Chinês de Estudos Internacionais (CIIS). Desde o fórum de cooperação Sino-Africana de Pequim, em 2006, 9.000 africanos foram formados na China.
Acordo ortográfico divide empresas de informática
O Acordo Ortográfico vai exigir mudanças significativas nas ferramentas informáticas para a língua portuguesa e se algumas empresas já estão «a postos», ainda que não concordem forçosamente com as alterações, outras não querem, por enquanto, falar no as-sunto.«Estamos atentos ao tema, há alguns anos, mas não vamos precipitar-nos, pois o Acordo ainda nem foi ratificado», afirmou Carlos Amaral, um dos administradores da Priberam Informática, que tem no mercado ferramentas como o Flip, corrector ortográfico e de sintaxe com dicionário de sinónimos e auxiliares de tradução.
Lusofonia e Francofonia juntam-se para promover ensino de línguas
Lusofonia (CPLP) e da Francofonia (OIF) vão juntar-se para promover o ensino do português nos países francófonos e do francês nos países lusófonos, revelou recentemente, em Lisboa, o secretário-executivo da CPLP. Luís Fonseca, que falava à margem do Encontro dos Três Espaços Linguísticos (3L) adiantou que o acordo, o primeiro do género para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), está ainda a ser negociado e deverá estar finalizado dentro de um a dois meses, de modo a que a assinatura tenha lugar até Julho deste ano.
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Destaques da edição 194, de 17/Abr/2008
OU NÃO TIVESSEM ELES TRÊS REFEIÇÕES POR DIA...
Políticos ricos querem ver barrigas dos pobres coladas (cada vez mais) às costas
- Falta vontade política para acabar com a fome no mundo
O DIRECTOR-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) disse recentemente em Lisboa que «falta vontade política» para acabar com o flagelo da fome no mundo, que atinge mais de 860 milhões de pessoas. «Os aumentos dos preços dos cereais são um problema cada vez mais sério, mas já o tínhamos previsto há meses atrás. Todas as estatísticas indicavam que esta crise iria acontecer», disse Jacques Diouf à agência Lusa, em declarações à margem da assinatura, em Lisboa, de um acordo de cooperação entre a FAO e a Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL).
Magistrados, a desonra do pretenso Estado de Direito (por Jorge Eurico)
O correspondente do “Savana” na província de Manica revela, na última edição do referido semanário, que o procurador distrital de Gondola fez (bem ao estilo do quero, posso e (des)mando e nada me acontece!) Justiça pelas próprias mãos, deixando bem claro para quem ainda tinha dúvidas de que algumas (mas quase todas) as regiões do interior do nosso País são terra “sem rei nem roque” onde impera o desmando, onde o Estado só se faz sentir quando se trata dereprimir o(s) moçambicano(s)descamisado(s). O jornalista André Catueira conta na sua peça que Pompílio Xavier “espancou gravemente na madrugada do último sábado um cidadão de nome Rassul Gimo, 28 anos, por este ter mantido relações sexuais com uma prostituta zimbabueana (sic)” com quem o putativo Magistrado tem alegadamente uma “amizade colorida”. Ora não é a primeira que magistrados do Ministério Público arrastam o nome da Justiça moçambicana para a lama.
Porto da Beira precisa de investir USD37 milhões em dragagens
A companhia de Caminhos-de-ferro de Moçambique necessita de investir 37 milhões de dólares na dragagem da entrada do Porto da Beira, anunciaram responsáveis da empresa. Os trabalhos de dragagem, segundo a CFM, são “absolutamente necessários” para permitir a movimentação de barcos num futuro próximo nomeadamente quando começarem a ser feitas exportações do carvão de Moatize pelo porto. Segundo a mesma fonte os trabalhos de dragagem vão ser apoiados pela Holanda e pela Dinamarca. A brasileira Companhia Vale do Rio Doce pretende exportar através do porto da Beira 20 milhões de toneladas de carvão por ano.
Sector de minas e energia em debate internacional em Maputo
A promoção e exploração dos recursos minerais e energéticos de Moçambique está em debate desde ontem no Maputo na primeira edição da Conferência de Minas e Energia de Moçambique, na qual participam empresas da Europa, Estados Unidos, África e Ásia. Lopo Vasconcelos, presidente da Associação Geológica Mineira de Moçambique, disse que se espera a participação de cerca de uma centena de empresas interessadas na exploração de minas e energia. “Esperamos a participação da Rachana Global (Índia), Statois (Noruega), Ingerop (África do Sul) e Artumas (Canadá) e outras empresas dos Estados Unidos, Reino Unido, África do Sul, Japão, Índia, Noruega, Alemanha, Austrália e Itália” disse.
NA CIDADE DA PRAIA: Moçambique(também) discute Plano Estratégico para Saúde dos Estados membros da CPLP
A criação de um Plano Estratégico para a Saúde (PECS) comum aos oito Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) estará em destaque na primeira reunião dos ministros da Saúde da organização da lusofonia. Sobre o encontro dos ministros da Saúde da CPLP, que decorre na sexta-feira e sábado na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, o secretário executivo da comunidade, Luís Fonseca, disse recentemente à Lusa que o plano vai permitir uma abordagem “multilateral” à cooperação na Saúde entre os oito. “Muito já foi feito na cooperação na saúde. É até a área em que mais resultados temos conseguido. O trabalho tem sido bastante eficaz, mas de forma bilateral (...). É preciso fazer com que seja possível colher maiores benefícios através da multilateralidade, utilizando melhor os recursos”, disse Luís Fonseca, antes de embarcar para a cidade da Praia.
O CAVALEIRO DO REI (II): O cavaleiro Epok (por Gil Gonçalves)
Valente, garboso, destemido, assim se move o protegido do rei. Epocal como Lancelote, faz época o cavaleiro Epok. Agrada-se, galanteia-se para a rainha. A soberania estende-se astral no camarote real, aguardam pelo torneio medieval. Os corpos da plebe agitam-se como plantas ao vento em campo livre. Expressam-se descontentes porque esperavam grande maratona de comes e bebes. Grandes, graves trombetas anunciam a justa. Parecem-se com o troar de canhões, que ecoam até ao Paço.
JOHANNESBURGO: Libertados sul-africanos que enviavam imagens do Zimbabué
Dois técnicos de telecomunicações sul-africanos, detidos desde 27 de Março em Harare, regressaram segunda-feira a Johannesburgo, depois de serem libertados pelas autoridades zimbabueanas sem qualquer acusação. Sipho Maseko e Abdulla Gardee, que trabalhavam para a Globecast Africa, com sede em Johannesburgo, foram presos no hotel Rainbow Towers, na capital do Zimbábue, no dia 27 de Março, quando faziam o envio de imagens a várias televisões europeias, norte-americanas e africanas. As razões da detenção dos dois técnicos nunca foram explicadas pelas autoridades do Zimbabué, mas um porta-voz da Globecast afirmou que um serviço encomendado pela rede de televisão norte-americana CNN, sem autorização para cobrir as eleições zimbabueanas, pode ter sido a causa. Maseko e Gardee, que estavam autorizados a trabalhar no Zimbabué, foram libertados na semana passada, mas detidos novamente quando aguardavam a devolução de seus passaportes pelas autoridades.
Relações deficitárias entre Luanda e São Tomé, admite Luanda
As relações entre São Tomé e Luanda estão a atravessar um período difícil, reconheceu hoje o vice-ministro das Relações Exteriores de Angola, Jorge Chicote, que, no entanto, se manifestou optimista quanto ao futuro. “[A relação entre os dois países] é deficitária. Mas pode fazer-se um pouco mais. Temos muitas áreas de interesse e se conseguirmos facilitar a circulação de pessoas e bens e aumentar os investimentos de um lado e do outro, acho que podemos atingir melhores resultados”, disse Jorge Chicote em declarações ao chegar ao aeroporto de São Tomé.
GUINÉ-BISSAU: Comissão Europeia consideraterríveis incidentes de domingo
O representante da Comissão Europeia na Guiné-Bissau, o embaixador Franco Nulli, qualificou como “terríveis” os confrontos de domingo entre polícias e disse que o Governo tomou medidas para que os incidentes não se repitam. “Penso que os acontecimentos foram terríveis e que o Governo já tomou as medidas necessárias para que isto nunca mais volte a repetir-se”, afirmou o embaixador Franco Nulli à Agência Lusa. “Estamos confiantes que o Governo está a tomar medidas, a comunidade internacional está preocupada, mas estamos confiantes que o Governo vai reagir de maneira correcta”, acrescentou Franco Nulli, que falava no aeroporto após a chegada de uma equipa avançada da missão da União Europeia que vai apoiar a reforma do sector da segurança no país.
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Políticos ricos querem ver barrigas dos pobres coladas (cada vez mais) às costas
- Falta vontade política para acabar com a fome no mundo
O DIRECTOR-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) disse recentemente em Lisboa que «falta vontade política» para acabar com o flagelo da fome no mundo, que atinge mais de 860 milhões de pessoas. «Os aumentos dos preços dos cereais são um problema cada vez mais sério, mas já o tínhamos previsto há meses atrás. Todas as estatísticas indicavam que esta crise iria acontecer», disse Jacques Diouf à agência Lusa, em declarações à margem da assinatura, em Lisboa, de um acordo de cooperação entre a FAO e a Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL).
Magistrados, a desonra do pretenso Estado de Direito (por Jorge Eurico)
O correspondente do “Savana” na província de Manica revela, na última edição do referido semanário, que o procurador distrital de Gondola fez (bem ao estilo do quero, posso e (des)mando e nada me acontece!) Justiça pelas próprias mãos, deixando bem claro para quem ainda tinha dúvidas de que algumas (mas quase todas) as regiões do interior do nosso País são terra “sem rei nem roque” onde impera o desmando, onde o Estado só se faz sentir quando se trata dereprimir o(s) moçambicano(s)descamisado(s). O jornalista André Catueira conta na sua peça que Pompílio Xavier “espancou gravemente na madrugada do último sábado um cidadão de nome Rassul Gimo, 28 anos, por este ter mantido relações sexuais com uma prostituta zimbabueana (sic)” com quem o putativo Magistrado tem alegadamente uma “amizade colorida”. Ora não é a primeira que magistrados do Ministério Público arrastam o nome da Justiça moçambicana para a lama.
Porto da Beira precisa de investir USD37 milhões em dragagens
A companhia de Caminhos-de-ferro de Moçambique necessita de investir 37 milhões de dólares na dragagem da entrada do Porto da Beira, anunciaram responsáveis da empresa. Os trabalhos de dragagem, segundo a CFM, são “absolutamente necessários” para permitir a movimentação de barcos num futuro próximo nomeadamente quando começarem a ser feitas exportações do carvão de Moatize pelo porto. Segundo a mesma fonte os trabalhos de dragagem vão ser apoiados pela Holanda e pela Dinamarca. A brasileira Companhia Vale do Rio Doce pretende exportar através do porto da Beira 20 milhões de toneladas de carvão por ano.
Sector de minas e energia em debate internacional em Maputo
A promoção e exploração dos recursos minerais e energéticos de Moçambique está em debate desde ontem no Maputo na primeira edição da Conferência de Minas e Energia de Moçambique, na qual participam empresas da Europa, Estados Unidos, África e Ásia. Lopo Vasconcelos, presidente da Associação Geológica Mineira de Moçambique, disse que se espera a participação de cerca de uma centena de empresas interessadas na exploração de minas e energia. “Esperamos a participação da Rachana Global (Índia), Statois (Noruega), Ingerop (África do Sul) e Artumas (Canadá) e outras empresas dos Estados Unidos, Reino Unido, África do Sul, Japão, Índia, Noruega, Alemanha, Austrália e Itália” disse.
NA CIDADE DA PRAIA: Moçambique(também) discute Plano Estratégico para Saúde dos Estados membros da CPLP
A criação de um Plano Estratégico para a Saúde (PECS) comum aos oito Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) estará em destaque na primeira reunião dos ministros da Saúde da organização da lusofonia. Sobre o encontro dos ministros da Saúde da CPLP, que decorre na sexta-feira e sábado na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, o secretário executivo da comunidade, Luís Fonseca, disse recentemente à Lusa que o plano vai permitir uma abordagem “multilateral” à cooperação na Saúde entre os oito. “Muito já foi feito na cooperação na saúde. É até a área em que mais resultados temos conseguido. O trabalho tem sido bastante eficaz, mas de forma bilateral (...). É preciso fazer com que seja possível colher maiores benefícios através da multilateralidade, utilizando melhor os recursos”, disse Luís Fonseca, antes de embarcar para a cidade da Praia.
O CAVALEIRO DO REI (II): O cavaleiro Epok (por Gil Gonçalves)
Valente, garboso, destemido, assim se move o protegido do rei. Epocal como Lancelote, faz época o cavaleiro Epok. Agrada-se, galanteia-se para a rainha. A soberania estende-se astral no camarote real, aguardam pelo torneio medieval. Os corpos da plebe agitam-se como plantas ao vento em campo livre. Expressam-se descontentes porque esperavam grande maratona de comes e bebes. Grandes, graves trombetas anunciam a justa. Parecem-se com o troar de canhões, que ecoam até ao Paço.
JOHANNESBURGO: Libertados sul-africanos que enviavam imagens do Zimbabué
Dois técnicos de telecomunicações sul-africanos, detidos desde 27 de Março em Harare, regressaram segunda-feira a Johannesburgo, depois de serem libertados pelas autoridades zimbabueanas sem qualquer acusação. Sipho Maseko e Abdulla Gardee, que trabalhavam para a Globecast Africa, com sede em Johannesburgo, foram presos no hotel Rainbow Towers, na capital do Zimbábue, no dia 27 de Março, quando faziam o envio de imagens a várias televisões europeias, norte-americanas e africanas. As razões da detenção dos dois técnicos nunca foram explicadas pelas autoridades do Zimbabué, mas um porta-voz da Globecast afirmou que um serviço encomendado pela rede de televisão norte-americana CNN, sem autorização para cobrir as eleições zimbabueanas, pode ter sido a causa. Maseko e Gardee, que estavam autorizados a trabalhar no Zimbabué, foram libertados na semana passada, mas detidos novamente quando aguardavam a devolução de seus passaportes pelas autoridades.
Relações deficitárias entre Luanda e São Tomé, admite Luanda
As relações entre São Tomé e Luanda estão a atravessar um período difícil, reconheceu hoje o vice-ministro das Relações Exteriores de Angola, Jorge Chicote, que, no entanto, se manifestou optimista quanto ao futuro. “[A relação entre os dois países] é deficitária. Mas pode fazer-se um pouco mais. Temos muitas áreas de interesse e se conseguirmos facilitar a circulação de pessoas e bens e aumentar os investimentos de um lado e do outro, acho que podemos atingir melhores resultados”, disse Jorge Chicote em declarações ao chegar ao aeroporto de São Tomé.
GUINÉ-BISSAU: Comissão Europeia consideraterríveis incidentes de domingo
O representante da Comissão Europeia na Guiné-Bissau, o embaixador Franco Nulli, qualificou como “terríveis” os confrontos de domingo entre polícias e disse que o Governo tomou medidas para que os incidentes não se repitam. “Penso que os acontecimentos foram terríveis e que o Governo já tomou as medidas necessárias para que isto nunca mais volte a repetir-se”, afirmou o embaixador Franco Nulli à Agência Lusa. “Estamos confiantes que o Governo está a tomar medidas, a comunidade internacional está preocupada, mas estamos confiantes que o Governo vai reagir de maneira correcta”, acrescentou Franco Nulli, que falava no aeroporto após a chegada de uma equipa avançada da missão da União Europeia que vai apoiar a reforma do sector da segurança no país.
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Alguns destaques da edição 175, de 20/Mar/2008
Obesidade ameaça 177 milhões de crianças
- ONU prevê que 2,3 bilhões de pessoas com mais de 15 anos sofrerão de obesidade até 2015
CERCA de 50 grupos de defesa dos consumidores lançaram uma campanha para restringir a publicidade de “junk food” (comida rica em calorias e com péssima qualidade nutricional) destinada à população infantil. A campanha exige um código voluntário de boa conduta que seria assinado pelas empresas e que restringiria a publicidade desse tipo de produtos nesse meio e na internet. Os seus organizadores querem também que se coloque fim a anúncios da “junk food” em escolas e deixem de ser usados famosos ou personagens de desenhos animados com fins publicitários.
A noite que mudou a vida ao missionário nascido no lugar de Santo António (por Pedro Figueiredo/Lusa)
Sentado com os braços engessados e entrapado até aos olhos, João Gonçalves, 78 anos, fala com voz trémula do assalto à missão católica no norte de Moçambique que o atirou, gravemente ferido, para uma cama de hospital em Maputo. Não vê. Um golpe de catana, desferido por um dos assaltantes, inutilizou-lhe a única vista que ainda tinha e à qual tinha sido recentemente operado em Portugal. “Nessa noite, o guarda sentiu-os lá em cima no terraço. Foi lá e foi apanhado por um bandido. Não sei se era um ou se eram mais. Foi agarrado e estava lá a lamuriar. Eu não tive coragem de o deixar sozinho e fui acudir, mas não acudi nada”, começa por relatar o padre da missão da Boa Nova em Chiúre, na província de Cabo Delgado (norte de Moçambique). De aspecto frágil e contendo as lágrimas, João Gonçalves prossegue: “Ainda senti lá o cabo de uma catana no chão, fui a puxar por ela, mas também não via nada, não tinha luz. Deram-me vários golpes, incluindo na cabeça, no olho esquerdo - a vista que eu tinha foi-se embora, não vejo nada - e nos braços. Vá lá que só me ‘catanou‘ dos cotovelos para baixo. Os braços para cima estão mais ou menos bons”. Permanece sentado, sempre na mesma posição.
Empresa indiana pretende construir fábrica de adubos em Moçambique
A estatal indiana Rashtriya Chemicals & Fertilisers (RCF) pretende investir 1,9 mil milhões de dólares em Moçambique na construção de uma fábrica de amónia-ureia e fosfatos, informou ontem em Mumbai o jornal indiano “The Financial Express”. O jornal cita fontes da RCF para afirmar que uma equipa da empresa deslocou-se a Moçambique onde manteve contactos com instituições oficiais e empresas como as sul-africanas Industrial Development Corporation (IDC) e Foskor.“ A RCF vai em breve apresentar uma manifestação de interesse na construção de uma fábrica para a produção de amónia-ureia e fosfatos em Moçambique sendo o esquema de financiamento apresentado na altura própria”, afirmou ao jornal a fonte da empresa.
Cavaco Silva quer novo ciclo nas relações bilaterais com o nosso País (fonte: Jornal de Negócios)
O Presidente da República português escolheu Moçambique para a sua primeira visita oficial a um País Africano de Língua Oficial Portuguesa. Acompanhado por uma comitiva de 40 empresários e pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, Educação e da Cultura, Aníbal Cavaco Silva espera lançar “um novo ciclo na relação entre os dois países”.
PAM apoia mais de 60 mil pessoas no Norte do País depois da passagem do ciclone “Jokwe”
O Governo pediu ao Programa Alimentar Mundial (PAM) para prestar assistência urgente às mais de 60 mil pessoas que, a Norte, ainda sofrem o impacto da passagem do ciclone “Jokwe” no início deste mês. O PAM irá começar a distribuir ajuda alimentar às comunidades mais afectadas pelo ciclone, no início na próxima semana. A intenção da agência das Nações Unidas é a de aproveitar produtos que haviam sido destinados para outras operações. Para repor rapidamente estes produtos, o PAM necessitará de cerca de 550 mil dólares (quase 350 mil euros). As autoridades nacionais, agências das Nações Unidas e outras organizações humanitárias, estão com o PAM a realizar no terreno uma avaliação das necessidades prementes, na província de Nampula, a zona mais duramente atingida pelo ciclone. Pelo menos oito pessoas morreram em consequência do “Jokwe”, que atingiu a costa moçambicana a 8 de Março, com ventos que atingiram os 200 quilómetros por hora, deixando dezenas de milhares de pessoas desabrigadas.
AI alerta para discriminação contra mulheres sul-africanas com sida
(AI) alertou recentemente para a discriminação sofrida pelas mulheres pobres e portadoras do vírus do sida residentes nas zonas rurais da África do Sul, devido a sua falta de recursos, ao seu sexo e a sua doença. Num relatório, a ONG indica que as mulheres camponesas têm que enfrentar “enormes desafios”, tanto para prevenir o contágio quanto tratar a doença, caso não consigam evitá-la. A violência sexual é uma constante nas suas vidas, e a maioria dos seus companheiros se recusam a utilizar preservativos ou a submeterem-se a testes para comprovar se têm o vírus do sida, inclusive quando existem evidências claras de contágio.
Cinco anos depois, Iraque está melhor (?) (por Eugénio Costa Almeida/Pululu)
Passados 5 anos sobre a assinatura da sentença dos 3+1 sobre Saddam Hussein e quase 5 anos após a invasão, Dick Cheney, o ainda vice-presidente - está em minúsculas porque não merece mais - dos EUA, diz que o Iraque está muito melhor que o passado, dado que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. Não sabemos a que passado o senhor Dick Cheney se refere. Senão vejamos: No passado ano, cerca de 87 jornalistas morreram no cumprimento do seu dever: informar, mesmo que isso incomode uns quantos, seja no Iraque, seja no Tibete, ou em outro sítio. Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz. Até ao momento morreram cerca de 4000 soldados norte-americanos, além de 300 de outras nacionalidades, e umas dezenas de milhares estão feridos cuja gravidade não é quantificável. Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz. Os EUA, a braços com uma das maiores crises financeiras desde a 2ª Guerra Mundial gasta, diariamente, uma enorme fortuna na manutenção do actual status quo do Iraque, quer em armamento, quer em vidas humanas perdias ou estropiadas, quer numa imagem deturpada que transmite aos árabes, em geral, e aos iraquianos, em particular. Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz.
DITADOR QUE SE PREZE NÃO DEIXE CAIR DITADOR: Mugabe deve morrer no poder, diz Khadaf
O presidente do Zimbabué deve permanecer no poder até morrer e não ser “importunado” com eleições, afirmou o chefe de Estado líbio, Muammar Khadafi, citado terça-feira última pelo serviço sul-africano de notícias News24. Robert Mugabe, 84 anos, enfrenta no próximo dia 29 o maior desafio eleitoral desde a independência do Reino Unido, em 1980.. Khadafi, que esta semana se deslocou a Uganda, afirmou na segunda-feira que Mugabe e o presidente ugandense, Yoweri Museveni, “devem permanecer no poder até solucionarem todos os problemas nos respectivos países, ou morrerem no poder”, divulga a News24. Os dois governantes “não devem ser importunados com eleições porque antigos países colonizadores querem que África adopte o sistema de gestão deles, que aqui não é viável”, defendeu Khadafi.
Situação da rede eléctrica na África do Sul é “extremamente grave”
A actual situação energética da África do Sul é “extremamente grave”, alertou ontem um responsável da empresa pública de electricidade Eskom, depois de 9 geradores terem nos últimos dias entrado em sobrecarga e mergulhado vastas áreas das cidades na escuridão. Andrew Etzinger, porta-voz da Eskom, revelou que a rede eléctrica nacional está vulnerável à ocorrência de mais disparos de disjuntores e outros problemas nos equipamentos uma vez que o consumo tem excedido a disponibilidade energética e 9 dos 56 geradores da rede eléctrica nacional (para além dos 9 que se auto-desligaram nos últimos dias) estão em manutenção.
Estas e outras importantes notícias podem ser lidas, na íntegra, em PDF, solicitando via e-mail ao lado
- ONU prevê que 2,3 bilhões de pessoas com mais de 15 anos sofrerão de obesidade até 2015
CERCA de 50 grupos de defesa dos consumidores lançaram uma campanha para restringir a publicidade de “junk food” (comida rica em calorias e com péssima qualidade nutricional) destinada à população infantil. A campanha exige um código voluntário de boa conduta que seria assinado pelas empresas e que restringiria a publicidade desse tipo de produtos nesse meio e na internet. Os seus organizadores querem também que se coloque fim a anúncios da “junk food” em escolas e deixem de ser usados famosos ou personagens de desenhos animados com fins publicitários.
A noite que mudou a vida ao missionário nascido no lugar de Santo António (por Pedro Figueiredo/Lusa)
Sentado com os braços engessados e entrapado até aos olhos, João Gonçalves, 78 anos, fala com voz trémula do assalto à missão católica no norte de Moçambique que o atirou, gravemente ferido, para uma cama de hospital em Maputo. Não vê. Um golpe de catana, desferido por um dos assaltantes, inutilizou-lhe a única vista que ainda tinha e à qual tinha sido recentemente operado em Portugal. “Nessa noite, o guarda sentiu-os lá em cima no terraço. Foi lá e foi apanhado por um bandido. Não sei se era um ou se eram mais. Foi agarrado e estava lá a lamuriar. Eu não tive coragem de o deixar sozinho e fui acudir, mas não acudi nada”, começa por relatar o padre da missão da Boa Nova em Chiúre, na província de Cabo Delgado (norte de Moçambique). De aspecto frágil e contendo as lágrimas, João Gonçalves prossegue: “Ainda senti lá o cabo de uma catana no chão, fui a puxar por ela, mas também não via nada, não tinha luz. Deram-me vários golpes, incluindo na cabeça, no olho esquerdo - a vista que eu tinha foi-se embora, não vejo nada - e nos braços. Vá lá que só me ‘catanou‘ dos cotovelos para baixo. Os braços para cima estão mais ou menos bons”. Permanece sentado, sempre na mesma posição.
Empresa indiana pretende construir fábrica de adubos em Moçambique
A estatal indiana Rashtriya Chemicals & Fertilisers (RCF) pretende investir 1,9 mil milhões de dólares em Moçambique na construção de uma fábrica de amónia-ureia e fosfatos, informou ontem em Mumbai o jornal indiano “The Financial Express”. O jornal cita fontes da RCF para afirmar que uma equipa da empresa deslocou-se a Moçambique onde manteve contactos com instituições oficiais e empresas como as sul-africanas Industrial Development Corporation (IDC) e Foskor.“ A RCF vai em breve apresentar uma manifestação de interesse na construção de uma fábrica para a produção de amónia-ureia e fosfatos em Moçambique sendo o esquema de financiamento apresentado na altura própria”, afirmou ao jornal a fonte da empresa.
Cavaco Silva quer novo ciclo nas relações bilaterais com o nosso País (fonte: Jornal de Negócios)
O Presidente da República português escolheu Moçambique para a sua primeira visita oficial a um País Africano de Língua Oficial Portuguesa. Acompanhado por uma comitiva de 40 empresários e pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, Educação e da Cultura, Aníbal Cavaco Silva espera lançar “um novo ciclo na relação entre os dois países”.
PAM apoia mais de 60 mil pessoas no Norte do País depois da passagem do ciclone “Jokwe”
O Governo pediu ao Programa Alimentar Mundial (PAM) para prestar assistência urgente às mais de 60 mil pessoas que, a Norte, ainda sofrem o impacto da passagem do ciclone “Jokwe” no início deste mês. O PAM irá começar a distribuir ajuda alimentar às comunidades mais afectadas pelo ciclone, no início na próxima semana. A intenção da agência das Nações Unidas é a de aproveitar produtos que haviam sido destinados para outras operações. Para repor rapidamente estes produtos, o PAM necessitará de cerca de 550 mil dólares (quase 350 mil euros). As autoridades nacionais, agências das Nações Unidas e outras organizações humanitárias, estão com o PAM a realizar no terreno uma avaliação das necessidades prementes, na província de Nampula, a zona mais duramente atingida pelo ciclone. Pelo menos oito pessoas morreram em consequência do “Jokwe”, que atingiu a costa moçambicana a 8 de Março, com ventos que atingiram os 200 quilómetros por hora, deixando dezenas de milhares de pessoas desabrigadas.
AI alerta para discriminação contra mulheres sul-africanas com sida
(AI) alertou recentemente para a discriminação sofrida pelas mulheres pobres e portadoras do vírus do sida residentes nas zonas rurais da África do Sul, devido a sua falta de recursos, ao seu sexo e a sua doença. Num relatório, a ONG indica que as mulheres camponesas têm que enfrentar “enormes desafios”, tanto para prevenir o contágio quanto tratar a doença, caso não consigam evitá-la. A violência sexual é uma constante nas suas vidas, e a maioria dos seus companheiros se recusam a utilizar preservativos ou a submeterem-se a testes para comprovar se têm o vírus do sida, inclusive quando existem evidências claras de contágio.
Cinco anos depois, Iraque está melhor (?) (por Eugénio Costa Almeida/Pululu)
Passados 5 anos sobre a assinatura da sentença dos 3+1 sobre Saddam Hussein e quase 5 anos após a invasão, Dick Cheney, o ainda vice-presidente - está em minúsculas porque não merece mais - dos EUA, diz que o Iraque está muito melhor que o passado, dado que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. Não sabemos a que passado o senhor Dick Cheney se refere. Senão vejamos: No passado ano, cerca de 87 jornalistas morreram no cumprimento do seu dever: informar, mesmo que isso incomode uns quantos, seja no Iraque, seja no Tibete, ou em outro sítio. Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz. Até ao momento morreram cerca de 4000 soldados norte-americanos, além de 300 de outras nacionalidades, e umas dezenas de milhares estão feridos cuja gravidade não é quantificável. Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz. Os EUA, a braços com uma das maiores crises financeiras desde a 2ª Guerra Mundial gasta, diariamente, uma enorme fortuna na manutenção do actual status quo do Iraque, quer em armamento, quer em vidas humanas perdias ou estropiadas, quer numa imagem deturpada que transmite aos árabes, em geral, e aos iraquianos, em particular. Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz.
DITADOR QUE SE PREZE NÃO DEIXE CAIR DITADOR: Mugabe deve morrer no poder, diz Khadaf
O presidente do Zimbabué deve permanecer no poder até morrer e não ser “importunado” com eleições, afirmou o chefe de Estado líbio, Muammar Khadafi, citado terça-feira última pelo serviço sul-africano de notícias News24. Robert Mugabe, 84 anos, enfrenta no próximo dia 29 o maior desafio eleitoral desde a independência do Reino Unido, em 1980.. Khadafi, que esta semana se deslocou a Uganda, afirmou na segunda-feira que Mugabe e o presidente ugandense, Yoweri Museveni, “devem permanecer no poder até solucionarem todos os problemas nos respectivos países, ou morrerem no poder”, divulga a News24. Os dois governantes “não devem ser importunados com eleições porque antigos países colonizadores querem que África adopte o sistema de gestão deles, que aqui não é viável”, defendeu Khadafi.
Situação da rede eléctrica na África do Sul é “extremamente grave”
A actual situação energética da África do Sul é “extremamente grave”, alertou ontem um responsável da empresa pública de electricidade Eskom, depois de 9 geradores terem nos últimos dias entrado em sobrecarga e mergulhado vastas áreas das cidades na escuridão. Andrew Etzinger, porta-voz da Eskom, revelou que a rede eléctrica nacional está vulnerável à ocorrência de mais disparos de disjuntores e outros problemas nos equipamentos uma vez que o consumo tem excedido a disponibilidade energética e 9 dos 56 geradores da rede eléctrica nacional (para além dos 9 que se auto-desligaram nos últimos dias) estão em manutenção.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Demoradas negociações com brasileiros da Camargo Correia
O Governo moçambicano está ainda a negociar com o consórcio liderado pela empresa brasileira Camargo Correia o contrato de construção da barragem de Mphanda Nkuwa, no vale do Zambeze, disse ontem fonte do Ministério da Energia.
O Executivo moçambicano assinou em Setembro de 2007 com o referido consórcio um acordo de princípio, depois de aprovar o projecto de construção da Barragem de Mphanda Nkuwa apresentado pelo grupo, mas falta ainda a assinatura do respectivo contracto de concessão. "As leis moçambicanas do ramo de exploração de energia são claras: tem de haver um contracto de concessão para que seja implementado um empreendimento energético no país e isso ainda não aconteceu", sublinhou uma fonte do gabinete do ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete.
Com a assinatura do acordo de princípio em Setembro de 2007, ficaram definidos os direitos e obrigações do consórcio liderado pela Camargo Correia e lançadas as bases que permitirão a concessão de Mphanda Nkuwa ao grupo empresarial brasileiro. "Um acordo de princípio vale o que vale, mas não é um acordo de concessão", enfatizou a fonte do Ministério moçambicano da Energia, que não indicou quando é que esse instrumento será assinado.
Além da Camargo Correia, o consórcio é constituído pelas empresas Electricidade de Moçambique (EDM) e pela INTELICA, do grupo INSITEC. A construção da mega-barragem está avaliada em 1,5 mil milhões de euros e a mesma terá uma capacidade de produção de electricidade de 1.350 megawatts (a Hidroeléctrica de Cahora Bassa tem cerca de 2 075 megawatts) e deverá ser financiada pela Export-Import Bank of China (Eximbank).
A barragem de Mphanda Nkuwa é um projecto de geração de energia que está no topo das prioridades do Governo de Moçambique, que pretende vender o excedente da energia aí produzida a outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), ao abrigo dos mecanismos da SAPP, entidade responsável pela planificação e coordenação das actividades de cooperação e comércio de energia na região.
A organização não-governamental moçambicana Justiça Ambiental tentou dissuadir os bancos chineses a avançar com o financiamento da mega-barragem de Mphanda Nkuwa, advertindo para graves consequências no vale do Zambeze.
Os ambientalistas põem em causa a existência de um estudo de impacto ambiental para a barragem e lançam interrogações sobre a segurança do empreendimento, recordando o abalo sísmico registado no passado recente e o facto da barragem ter sido projectada para uma zona de actividade sísmica.
Com 39 rios a correrem para o Índico, Moçambique tem um dos mais elevados potenciais de produção de energia eléctrica da África Austral, estimando-se que possa produzir até 12 mil megawatts de energia eléctrica, quando apenas consome 350 megawatts.
Apesar de ser um dos países da África Austral melhor servido por rios e cursos de água, Moçambique dispõe apenas de 12 barragens médias e grandes, que se tornam insuficientes para suprir o crescente consumo.
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