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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Moçambique e Cabo Verde destacaram papel de Portugal

Os embaixadores de Cabo Verde e de Moçambique em Lisboa destacaram hoje a importância de Portugal na formação dos seus quadros durante uma cerimónia de boas-vindas, na Universidade Lusófona, a 40 bolseiros cabo-verdianos e moçambicanos. "Portugal tem tido um papel muito importante. São gerações e gerações de quadros cabo-verdianos que se têm formado nas universidades portuguesas", disse o embaixador de Cabo Verde, Arnaldo Ramos.
De acordo com o diplomata, a cooperação com as universidades portuguesas "é um factor importante na caminhada que Cabo Verde tem feito para o desenvolvimento e que se reflecte na recente graduação das Nações Unidas".
Desde 1 de Janeiro, Cabo Verde deixou de fazer parte do grupo dos Países Menos Avançados (PMA), a que pertencia desde 1977, para passar a ser um País de Desenvolvimento Médio. "Esta graduação desmente o 'afro-pessimismo', que considerava que África não teria hipóteses de desenvolvimento e estava condenada ao fracasso", sublinhou Arnaldo Ramos.
Por seu lado, o embaixador de Moçambique em Lisboa, Miguel Mkaima, destacou à Lusa que Portugal é um "elemento fundamental" na formação de quadros moçambicanos, nomeadamente pela facilidade da língua. Disse ainda que, no âmbito "deste mundo global, as universidades moçambicanas aproximam-se cada vez mais das universidades europeias, americanas e asiáticas".
A Universidade Lusófona deu hoje as boas-vindas aos 40 bolseiros moçambicanos e cabo-verdianos que escolheram Portugal para prosseguir os seus estudos. Bruno Moreira, cabo-verdiano, é um desses bolseiros e chegou a Lisboa com o sonho de tirar o curso de Engenharia Biotecnológica e de ajudar no desenvolvimento do seu país. "Para mim foi um factor predominante para o meu sucesso (vir estudar para Portugal) e espero que outros alunos cabo-verdianos tenham a mesma hipótese que eu", disse o estudante. "O conselho que deixo para alunos cabo-verdianos, da CPLP e dos PALOP, é que se esforcem para que possam ter uma oportunidade destas", acrescentou.
Também a moçambicana Lúcia Capitine, que vai estudar Psicologia, se mostrou muito satisfeita com a oportunidade de estudar em Portugal e, à semelhança da grande maioria dos bolseiros, não hesitou em dizer que o objectivo é regressar a Moçambique para ajudar no seu desenvolvimento.
Turismo, Arquitectura, Engenharia Informática, Engenharia Civil, Ciências Políticas, Comunicação, Marketing e Publicidade, Engenharia Biotecnológica, Psicologia e Contabilidade e Auditoria são os cursos que os 40 bolseiros vão tirar na Universidade Lusófona.