Manica desperta depois de fúria de sábado selvagem (por André Catueira/Agência Lusa)
- Tiros, sangue, choros, suor, pânico e muita poeira foram as marcas do último sábadoem Chimoio
O GOVERNO da província de Manica quer que sejam responsabilizados criminalmente os “mentores das escaramuças” verificadas sábado nas ruas da capital provincial, Chimoio, de que resultaram sete mortos e 22 feridos. Em declarações à Agência Lusa, o governador Maurício Vieira, afirmou que houve “incitamento à violência” nos acontecimentos registados no último fim-de-semana na capital provincial de Manica onde, entretanto, a situação “está controlada” e mais calma. “Já está controlada a situação e estamos a acompanhar cuidadosamente o desenrolar dos acontecimentos à volta dos tumultos de sábado”, disse Maurício Vieira, indicando que foram detidas 33 pessoas acusadas de encabeçar a manifestação.
Moçambique pondera reconhecer independência de Kosovo
Moçambique ainda está a ponderar o reconhecimento da independência da ex-província sérvia do Kosovo, auto-proclamada a 17 de Fevereiro, reservando uma posição para um «momento apropriado».
“Amigo português” dá Cavaco da silva a Maputo
A visita a Moçambique no final de Março de Cavaco Silva acontece numa altura em que deixou de existir qualquer “nuvem no horizonte” das relações entre Maputo e Lisboa, que já eram de “cooperação excelente”. A opinião foi expressa pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português, João Gomes Cravinho, que se encontra em Maputo para encontros com as autoridades moçambicanas destinados a preparar a visita do chefe de Estado português e avaliar a cooperação entre os dois países.
Um bom rei que se preze abandona o povo à sua sorte (por Gil Gonçalves, Luanda)
Há um mal que tenho visto e é frequente entre os escravocratas. Um rei desumano a quem o petróleo deu riquezas, e nada lhe falta. O petróleo não deixa mais ninguém daí comer. Gerará cem filhos e viverá muitos anos. E na sepultura para onde vai leva o dinheiro para lhe ser útil na encomendação da sua alma. Mesmo nas trevas para onde vai, ninguém jazerá em paz. Não verá mais o sol, mesmo assim nunca eternizaremos. O esfomeado ficará ainda mais nu, não saberá como veio e como irá. As enfermidades desesperam como violentos terramotos.
Portugal apresenta proposta para reconhecimento mútuo de cartas de condução
Portugal e Moçambique poderão assinar em breve um acordo para reconhecimento das cartas de condução dos dois países, com base numa proposta já apresentada por Lisboa, disse ontem em Maputo o secretário de Estado João Gomes Cravinho. “Entreguei uma proposta nossa de acordo e, portanto, agora aguardamos uma resposta das autoridades moçambicanas”, referiu o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português.
GUINÉ-BISSAU: Liga dos Direitos Humanos condena radicalismo religioso
A Liga Guineense dos Direitos Humanos condenou recentemente o radicalismo dos líderes islâmicos da Guiné-Bissau ao defenderam a mutilação genital feminina e o envio de crianças talibés para fazer estudos corânicos. Dois líderes da comunidade islâmica muçulmana na Guiné-Bissau insurgiram-se a semana passada contra o projecto do Parlamento de abolir a prática da mutilação genital feminina, considerando a medida como uma “afronta ao Islão”.
Lançado na Cidade da Praia programa Qualidade para a África Ocidental
A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI) lançou recentemente na capital de Cabo Verde o programa Qualidade para a África Ocidental, que será desenvolvido até 2010. O programa é financiado pela União Europeia e visa capacitar cada um dos países que integram a região oeste africana e as suas empresas a cumprirem as normas do comércio internacional. Em Cabo Verde, a execução é da responsabilidade da Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares, ARFA.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
ONU prevê agravamento de situação humanitária e promete apoios
ONU prevê agravamento situação humanitária e promete apoiosAs Nações Unidas prevêem um agravamento da situação humanitária nas regiões afectadas pelas cheias em Moçambique, Zâmbia e Zimbabué, e afirma que está a tomar medidas em conjunto com os governos dos países afectados para enfrentar a situação.
"Os governos e as organizações humanitárias internacionais estão a intensificar os seus esforços para garantir uma resposta rápida e salvar vidas" nas regiões afectadas pelas cheias, afirmou hoje John Holmes, sub-secretário da ONU Coordenador para os Assuntos Humanitários e da Ajuda de Emergência.
"Muitos dos afectados estão ainda a lutar para recuperar das cheias e ciclones do ano passado. Por esta razão, e tendo em vista a longa época das chuvas que se aproxima, as necessidades humanitárias na região deverão aumentar nas próximas semanas. Temos de continuar a apoiar os governos a responder ao impacto destes desastres naturais", afirma Holmes, em comunicado hoje divulgado pela ONU em Nova Iorque.
A ONU lembra os números já esta manhã divulgados pela UNICEF, que apontam para perto de 56 mil pessoas afectadas, das quais 13 mil das desalojadas, devido às cheias no centro de Moçambique. Em Moçambique, as maiores subidas no nível das águas registam-se nos rios Zambeze, Púnguè, Buzi e Save, no centro do país.
A situação já levou o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique a declarar o nível máximo de alerta no centro do país, estando no terreno a UNICEF, a Cruz Vermelha e diversas outras organizações não-governamentais. "A comunidade humanitária está pronta a apoiar o governo na resposta em curso", afirmou também o coordenador residente da ONU em Moçambique, Ndolamb Ngokwey.
"Nos passados meses, temos estado a trabalhar de perto com as autoridades nacionais para pôr em marcha planos de contingência que assegurem que as necessidades dos afectados pelas cheias são providas de forma expedita", refere o mesmo responsável na mesma nota divulgada pelos serviços de informação da ONU.
Chris McIvor, director da ONG britância Save the Children alertou hoje para a insegurança alimentar que se vive em diversas zonas - nomeadamente nos distritos de Mopeia e Morrumbala, Província da Zambézia - afirmando que "as pessoas afectadas vão continuar vulneráveis até à próxima colheita em Março-Abril".
A UNICEF afirma ter já deslocado especialistas para o terreno, que actualmente se encontram na província de Sofala e nos próximos dias irão a Tete e Manica. A missão destes especialistas é "identificar as necessidades mais urgentes das crianças e das suas famílias" nas zonas afectadas, em termos de alimentação, segurança, saúde, higiene e educação, segundo o comunicado hoje divulgado.
Além disso, está a ser preparada a distribuição de auxílio de emergência, nomeadamente cantis de água potável e equipamento de purificação de água, material de higiene e saneamento, redes mosquiteiras de longa duração, tendas e materiais educacionais em grandes quantidades. Segundo a Administração Regional de Águas (ARA-Zambeze), a região centro de Moçambique deverá atingir, ao longo desta semana, a fase mais crítica das inundações e o INGC anunciou hoje, em comunicado, que "até ao momento, mais de 300 pessoas foram resgatadas, mas outras cinco mil pessoas continuam em risco de vida nas cinco zonas da foz do Zambeze".
Numa altura de subida dos níveis das águas dos principais rios do centro do país, desde o princípio da noite de domingo a HCB aumentou as suas descargas de 5.100 para 6.000 metros cúbicos por segundo, enquanto o Zimbabué, Malaui e a Zâmbia continuam a ser fustigadas por chuvas torrenciais, cujas águas são encaminhadas para rios moçambicanos.
Em 2000, as cheias no Sul de Moçambique provocaram 640 mortos e afectaram dois milhões de pessoas, das quais 500 mil ficaram desalojadas.
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