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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Exportações de carvão através do Porto da Matola caíram um terço em 2007

As exportações de carvão no porto moçambicano da Matola diminuiram mais de um terço em 2007, devido à concorrência do terminal sul-africano de Richards Bay, mas deverão recuperar este ano, anunciou a Grindrod, empresa gestora da infra-estrutura.
De acordo com dados hoje divulgados pelo grupo sul-africano de navegação e logística, as exportações de carvão no porto dos arredores de Maputo baixaram de 1,1 milhões de toneladas em 2006 para 724 mil toneladas no ano passado, menos 34 por cento. "O mercado começou a contrair-se ao mesmo tempo que Richards Bay aumentou de capacidade" de processamento de carvão, refere a empresa em nota hoje divulgada, em que também são apontadas como causa do declínio as tarifas de 14 por cento praticadas pela transportadora ferroviária sul-africana Transnet.
Este ano, a expectativa da Grindrod é duplicar o volume de carvão processado, para 1,5 milhões de toneladas, devido à melhoria das condições de transporte ferroviário e de manuseamento da matéria-prima na Matola.
Na semana passada, a Grindrod anunciou uma parceria com o grupo internacional Dubai Ports World (DPW), que inclui colaboração no porto da Matola. Grindrod e DPW controlam cada um 48,5 por cento da Portus Indico, empresa que gere a infra-estrutura da Matola, cabendo os restantes 3 por cento a um accionista moçambicano.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Grindrod compra acções de empresa portuguesa no porto de Maputo

A empresa sul-africana Grindrod adquiriu os 24,25 por cento de acções que os portugueses da Liscont detinham no terminal de contentores do porto de Maputo, noticiou recentemente o diário "Business Report" de Joanesburgo.

Segundo o jornal, um porta-voz da Grindrod confirmou que a empresa, em parceria com a Dubai Ports World (DPW), assumiu controlo de 36,25 por cento da Portus Indico, a empresa concessionária do terminal contentores do porto de Maputo, sendo incluídos no negócio os 12 por cento que eram detidos pelos suecos da Skanka, ex-sócios dos portugueses num dos portos com maior potencial de crescimento em toda a África.


Embora a Grindrod se tenha escusado a divulgar as verbas envolvidas, o "Business Report" cita a empresa Thomson Financial para referir que a Liscont recebeu 15 milhões de euros pela venda, enquanto os suecos da Skanka venderam os seus 12 por cento por 105 milhões de coroas suecas (11,2 milhões de euros).

A Grindrod e a Dubai Ports World detêm agora 48,5 por cento cada da Portus Indico, sendo os restantes 03 por cento detidos por um investidor moçambicano. A Portus Indico, por seu turno, detém 51 por cento da Maputo Port Development Company (MPDC), que administra a totalidade do porto da capital moçambicana em parceria com a empresa nacional caminhos-de-ferro CFM.
O porto de Maputo manuseava no início da década de 70 (1970) 15 milhões de toneladas de mercadorias/ano, tendo em 2006 atingido a melhor marca desde a independência e subsequente guerra civil, com 6,5 milhões de toneladas.
Os investidores olham com enorme optimismo para o porto de Maputo, já que ele poderá constituir cada vez mais uma alternativa viável para os importadores e exportadores da província economicamente mais forte da África do Sul, Gauteng.
Situada a pouco mais de 500 quilómetros de Gauteng (província que abrange Joanesburgo e Pretória), o porto da capital moçambicana pode ser utilizado de forma crescente pelas empresas sul-africanas uma vez que o maior porto sul-africano e do continente, Durban, mais ou menos à mesma distância, está a atingir a sua capacidade máxima e luta com problemas de expansão devido à falta de espaço já que a cidade estrangulou o porto.