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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Destaques da edição 155, de 14/Fev/2008

HOJE É DIA DOS NAMORADOS: Sejam felizes e façam alguém feliz!
Conhece a História do Dia de São Valentim? É claro que (não) sim; contudo, gostaríamos de rememorar consigo as origens desta data. Pois aí vai: As comemorações dos Dias dos Namorados possuem várias explicações possíveis, baseadas na tradição cristã, romana e pagã. A Igreja Católica reconhece três santos com o nome de Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no Século III, em Roma, onde os casais celebram seu dia, no dia 14 de Fevereiro.

Ricos continuam ricos pobres continuam pobres
- Uso da Internet continua a aumentar em todo o mundo
O abismo digital entre países ricos e pobres está a diminuir, à medida que o uso de telefones celulares e Internet torna-se mais disponível, mas o mundo emergente ainda está muito atrás, ponta um relatório da Organização das Nações Unidas divulgado a semana passada. A Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (UNC TAD, na sigla em inglês) informa que o total de usuários de telefones celulares quase triplicou nos países em desenvolvimento nos últimos cinco anos.

Golpe de Estado? -São mais as dúvidas e menos as certezas (por: Eugénio Costa Almeida)
Timor-leste acordou há dias sob o espectro de um eventual atentado - leia-se Golpe de Estado(?!) – contra as principais figuras do Estado timorense. E segundo quase todas as fontes externas, o responsável principal por este acto tresloucado e cobarde teria sido o renegado e fugitivo antigo líder da Polícia Militar, o major Alfredo Reinado.Não se contesta nem se duvida dos atentados que o presidente Ramos-Horta e o primeiro-ministro “Xanana” Gusmão foram alvos.

Deputado do PSD inicia visita ao nosso País
O deputado do PSD para a Emigração José Cesário iniciou ontem uma visita de seis dias a Moçambique e à África do Sul, devendo analisar em Maputo as consequências para os portugueses da crise provocada pelo aumento dos transportes. «Em Maputo tem havido uma situação complicada devido ao conflito aberto por causa da questão dos transportes públicos e sei que há portugueses que têm sido atingidos por este surto de violência», disse à Agência Lusa o deputado, à chegada à capital moçambicana.

Autoridades reforçam vigilância face a descargas de barragem no Zimbabué
As descargas que estão a ser efectuadas desde o início da semana pela barragem de Kariba, no Zimbabué, fizeram reforçar a atenção das autoridades moçambicanas relativamente à situação de cheias no Vale do Zambeze, no centro de Moçambique.“O cenário de abertura das comportas (da barragem de Kariba)] preocupa- nos, até porque a época chuvosa ainda não acabou”, disse à Agência Lusa o Director-adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), João Ribeiro, por enquanto, assegurou João Ribeiro, a barragem de Cahora Bassa terá nos próximos dias capacidade para acomodar o acréscimo de caudal do rio Zambeze - a barragem de Kariba está a descarregar 1.500 metros cúbicos por segundo.

Governo aprova compensações transportes e trava aumentos
O Governo vai «compensar » o preço de combustível dos transportadores para travar o aumento de tarifas que motivou a revolta em Maputo na última terça-feira, anunciou recentemente em Maputo o ministro dos Transportes e Comunicações, António Munguambe. As cidades de Maputo e da Matola foram na terça-feira da semana passada palco de violentas manifestações contra o agravamento das tarifas dos transportadores privados de passageiros («chapas»), levando o Governo e os operadores do sector a suspender as tarifas que deviam ter entrado em vigor nesse dia.

Pedro Sá da Bandeira expõe vida de vendedores de rua em exposição fotográfica no Centro Cultural Português
Uma exposição do fotojornalista português Pedro Sá da Bandeira sobre os vendedores de rua de Maputo, intitulada “Vai Fazer Bom Preço”, marca a abertura do ano cultural de 2008 do Centro Cultural português de Maputo, do Instituto Camões.

PRETÓRA: «Escorpiões» vão ser desmantelados
A unidade especial de combate ao crime organizado «The Scorpions» (os escorpiões) vai ser desmantelada e os seus efectivos integrados numa nova unidade sob comando dos serviços de polícia, anunciou ontem no Parlamento o ministro da Segurança. O ministro Charles Nqakula disse aos parlamentares que «a melhor experiência dos Scorpions» e dos actuais efectivos da polícia (SAPS) serão juntas «sob um único comando e ponto de controlo», o que constitui, em sua opinião, uma abordagem abrangente ao combate ao crime organizado.

PARIS: Sarkozy admite vender material militar ao Brasil
O presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou que a França está pronta a “transferir tecnologia para poder vender submarinos e aviões de combate” ao Brasil, no seguimento do encontro ontem realizado com seu homólogo brasileiro, Lula da Silva.

ANGOLA: «Apenas cinco das 18 províncias têm advogados suficientes»
Apenas cinco das 18 províncias angolanas têm advogados suficientes para garantir o cabal acesso dos cidadãos à Justiça, disse recentemente o Bastonário da Ordem dos Advogados de Angola. As únicas províncias onde estão garantidos os serviços de advogados são Luanda, Benguela, Cabinda, Huíla e Huambo, revelou Inglês Pinto.

Estas e outras notícias podem ser lidas, na íntegra, em versão PDF, solicitando via e-mail ao lado.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Subida das águas ameaça condicionar obras de ponte sobre o Zambeze

O agravamento previsto das cheias no centro de Moçambique ameaça condicionar as obras de construção da ponte sobre o rio Zambeze, a cargo do consórcio português Mota-Engil/ Soares da Costa, disse ontem o responsável pela empreitada.
De acordo com Nuno Henriques, as obras decorrem já com "algumas limitações" dado que o caudal do rio Zambeze tem subido gradualmente nos últimos dias, submergindo as terras mais baixas da região.
Há um ano, a subida das águas do Zambeze obrigou à paralisação das obras e chegou mesmo a ameaçar a submersão do próprio estaleiro de quatro hectares (cerca de quatro campos de futebol), protegido por um dique de terra com cerca de três metros de altura.
As cheias que afectaram então o Vale do Zambeze foram as piores desde 2001. "As obras recomeçaram segunda-feira e ainda não pararam, mas estão a decorrer com algumas limitações. Estamos com cheias que podem ser piores que as do ano passado, já que prevêem uma nova subida das águas do rio para os próximos dias", disse o engenheiro português.
Num balanço divulgado terça-feira, o Governo moçambicano anunciou que as cheias deste ano no centro do país - onde foi decretado o alerta vermelho - já provocaram três mortos, 41 mil deslocados e 17.800 hectares de culturas perdidas, mas descartou para já a possibilidade de Maputo lançar um apelo internacional de ajuda.
O estaleiro das obras da ponte sobre o Zambeze, que ligará Caia (província de Sofala) e Chimuara (Zambézia), com 2,5 quilómetros de comprimento e 16 metros de largura, dista cerca de quatro quilómetros das águas do rio.
O percurso entre o estaleiro e o ancoradouro de Caia, que assegura a travessia em batelões do trânsito automóvel, faz-se ainda sem constrangimentos, mas o cenário poderá mudar nos próximos dias, caso se confirmem as previsões de subida das águas do Zambeze. "A água está a 50 centímetros de chegar à estrada", relatou Nuno Henriques, referido que a travessia do rio "já se faz com alguma dificuldade" dado o aumento da corrente.
Tal como em 2007, a preocupação dos responsáveis pela construção da ponte sobre o Zambeze, a obra mais emblemática em curso em Moçambique, que permitirá ligar o Norte e o Sul do país por estrada, centra-se agora nas descargas efectuadas pela barragem de Cahora Bassa, que provocam a subida acelerada do caudal do rio.
Apesar de na zona de Caia não chover "há vários dias", de acordo com o engenheiro português, as chuvas que têm caído nos países vizinhos, nomeadamente a Zâmbia e o Malauí, têm provocado o aumento do caudal de alguns dos principais afluentes do Zambeze, obrigando a aberturas sucessivas das comportas da barragem de Cahora Bassa.
Há um ano, elevadas descargas efectuadas pela barragem afectaram 285 mil pessoas, 107 mil das quais foram transferidas para centros de acomodação temporários montados em locais elevados ao longo do Vale do Zambeze.
A situação levou então as autoridades moçambicanas a colocar a zona abrangida pelo curso do rio - desde Zumbo, na fronteira com o Zimbabué, até Marromeu, distrito onde o rio desagua no Oceano Índico - em alerta vermelho e a aconselharem as populações a deslocarem-se para zonas mais elevadas.
Desde o princípio da noite de domingo, a barragem de Cahora Bassa aumentou as suas descargas de 5.100 para 6.000 metros cúbicos por segundo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Três mortos por afogamento e 21 mil hectares de culturas destruídas

Três pessoas morreram por afogamento no distrito de Nhamantanda, na província de Sofala, na sequência das cheias que já atingiram 8.000 pessoas e destruíram 21.000 hectares de culturas na zona centro de Moçambique.
O governador de Sofala, Alberto Vaquina, afirmou hoje que duas crianças morreram por afogamento, enquanto um adolescente foi arrastado pelas águas no distrito de Nhamatanda, onde aproximadamente 2.200 famílias foram atingidas pelas inundações e 600 casas destruídas parcial ou totalmente.
Vaquina descreveu a situação como "crítica", pois, disse, várias infra-estruturas estão submersas e há a iminência de, nos próximos dias, as águas do rio Púnguè destruírem algumas vias de acesso que ligam as diferentes regiões da província de Sofala.
No entanto, o governador de Sofala assegurou que diversas comunidades estão a ser transferidas para zonas seguras. Segundo a Rádio Moçambique, cerca de 7.000 pessoas do distrito de Machanga, uma das regiões afectadas pelas chuvas, necessitam de 8.000 toneladas de alimentos devido à destruição de culturas diversas na zona.
Quarta-feira, o director do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Paulo Zucula, disse que as bacias hidrográficas dos rios Zambeze, Púnguè, Buzi e Save ultrapassaram os níveis de alerta e estimou em 25.000 o número de pessoas que serão afectadas pelas inundações.
Desde o início de Dezembro, mais de uma centena de famílias foram desalojadas após as descargas da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e da queda de chuvas no Zimbabué e Malawi, países vizinhos de Moçambique.
Também quarta-feira, o director do INGC afirmou que os rios de Moçambique "estão acima do nível crítico", acrescentando que, nalguns deles, "há uma situação clara de inundações". Exemplificando, apontou que o nível do rio Save - que nasce no Zimbabué, corre para sul e depois atravessa Moçambique de oeste para leste, desaguando no Oceano Índico - viu o seu caudal subir mais de sete metros, contra os 5,5 metros que são considerados normais.
O rio Buzi também transbordou inundando Govuro e Machanga, na província de Sofala, distritos que ficaram sem comunicação com o resto do país, situação que forçou a retirada da maior parte da população, que se albergou nas escolas e igrejas.
O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique admitiu hoje a ocorrência de mais chuvas nos próximos dias na zona centro e nos países vizinhos, onde nascem alguns dos rios, cujos caudais já ultrapassaram os níveis considerados de alerta, culminando em cheias no centro do país.
As previsões meteorológicas apontam para a possibilidade de o rio Zambeze também transbordar durante o mês de Janeiro. O director do INGC previu três cenários para os próximos meses: o pior, que poderá atingir um milhão de pessoas em toda a zona centro do país e parte da região sul, o médio, afectando um máximo de 700.000 pessoas, e o ideal, aliás, um cenário que se repete todos os anos, que eventualmente atingirá 50.000 moçambicanos.
Além dos distritos e vilas do centro do país que estão isolados, estima-se que, pelo menos 42.000 pessoas estejam em risco por ainda se encontrarem nas ilhas e nas margens nas províncias da Zambézia, Sofala e Manica.
O INGC pretende que, até ao final deste ano, mais de 30 mil pessoas residentes nas ilhas e nas zonas baixas da região do Vale do Zambeze se instalem definitivamente nos centros de realojamento criados em Janeiro de 2007.
O Governo moçambicano estimou em 20,4 milhões de euros o valor necessário para um plano de emergência destinado a apoiar os afectados pelas cheias e ciclones que se prevê que ocorram entre os meses de Janeiro e Março deste ano.