sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Presidente do Banco Mundial vai ver cheias «in loco»

O Presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, vai estar a 3 e 4 de Fevereiro em Moçambique, para visitar as zonas afectadas pelas cheias dos rios Zambeze e Pungué, anunciou ontem a instituição financeira.
Zoellick chegará a Moçambique depois de participar na Cimeira da União Africana em Addis Abeba (Etiópia), e tem previsto um encontro com o presidente moçambicano, Armando Guebuza, além de outros governantes, empresários e representantes da sociedade civil.
O porta-voz do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), Belarmino Chivambo, disse ontem à Lusa que continuam a chegar diariamente uma média mil pessoas aos centros de realojamento das vítimas das cheias, estando a contagem oficial em 81 mil pessoas deslocadas (77.150 na terça-feira).
Há um ano, o número de deslocados elevou-se a cerca de 160 mil. A tendência de estabilização dos quatro principais rios do centro do país e das descargas da barragem da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, uma das principais razões das inundações no vale do Zambeze, continuou nas últimas 24 horas, adiantou Belarmino Chivambo.
Do programa ontem divulgado consta ainda uma visita à fábrica de alumínio Mozal e ao centro de distribuição de gás de Temane, dois "mega-projectos" empresariais apoiados pelo Banco Mundial. O presidente desta instituição financeira mundial desloca-se também à Libéria e à Mauritânia.
O périplo africano surge numa altura em que o Banco Mundial anuncia que em 2008 vai superar o nível recorde de envolvimento em projectos no continente africano atingido no ano passado.
Em 2007, a Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA) e a Corporação Financeira Internacional (IFC) aplicaram, respectivamente, 5,7 mil milhões de dólares e 1,6 mil milhões de dólares em projectos no continente africano.

Demoradas negociações com brasileiros da Camargo Correia

O Governo moçambicano está ainda a negociar com o consórcio liderado pela empresa brasileira Camargo Correia o contrato de construção da barragem de Mphanda Nkuwa, no vale do Zambeze, disse ontem fonte do Ministério da Energia.
O Executivo moçambicano assinou em Setembro de 2007 com o referido consórcio um acordo de princípio, depois de aprovar o projecto de construção da Barragem de Mphanda Nkuwa apresentado pelo grupo, mas falta ainda a assinatura do respectivo contracto de concessão. "As leis moçambicanas do ramo de exploração de energia são claras: tem de haver um contracto de concessão para que seja implementado um empreendimento energético no país e isso ainda não aconteceu", sublinhou uma fonte do gabinete do ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete.
Com a assinatura do acordo de princípio em Setembro de 2007, ficaram definidos os direitos e obrigações do consórcio liderado pela Camargo Correia e lançadas as bases que permitirão a concessão de Mphanda Nkuwa ao grupo empresarial brasileiro. "Um acordo de princípio vale o que vale, mas não é um acordo de concessão", enfatizou a fonte do Ministério moçambicano da Energia, que não indicou quando é que esse instrumento será assinado.
Além da Camargo Correia, o consórcio é constituído pelas empresas Electricidade de Moçambique (EDM) e pela INTELICA, do grupo INSITEC. A construção da mega-barragem está avaliada em 1,5 mil milhões de euros e a mesma terá uma capacidade de produção de electricidade de 1.350 megawatts (a Hidroeléctrica de Cahora Bassa tem cerca de 2 075 megawatts) e deverá ser financiada pela Export-Import Bank of China (Eximbank).
A barragem de Mphanda Nkuwa é um projecto de geração de energia que está no topo das prioridades do Governo de Moçambique, que pretende vender o excedente da energia aí produzida a outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), ao abrigo dos mecanismos da SAPP, entidade responsável pela planificação e coordenação das actividades de cooperação e comércio de energia na região.
A organização não-governamental moçambicana Justiça Ambiental tentou dissuadir os bancos chineses a avançar com o financiamento da mega-barragem de Mphanda Nkuwa, advertindo para graves consequências no vale do Zambeze.
Os ambientalistas põem em causa a existência de um estudo de impacto ambiental para a barragem e lançam interrogações sobre a segurança do empreendimento, recordando o abalo sísmico registado no passado recente e o facto da barragem ter sido projectada para uma zona de actividade sísmica.
Com 39 rios a correrem para o Índico, Moçambique tem um dos mais elevados potenciais de produção de energia eléctrica da África Austral, estimando-se que possa produzir até 12 mil megawatts de energia eléctrica, quando apenas consome 350 megawatts.
Apesar de ser um dos países da África Austral melhor servido por rios e cursos de água, Moçambique dispõe apenas de 12 barragens médias e grandes, que se tornam insuficientes para suprir o crescente consumo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Destaques da edição 141 de 24/Jan/2008

...E tudo a água levou (por Carlos Menezes)
- País vive as piores cheias da sua História enquanto nação (in)dependente

A tragédia que todos os anos atinge milhares de moçambicanos voltou a repetir-se: desde Dezembro que a região do Vale do Zambeze está a ser fustigada pelas fortes chuvas sazonais, que causaram inundações gigantescas e mataram pelo menos dez pessoas. Mais de 68 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido à subida das águas.

Túmulo de Jonas Savimbi (Angola) foi «profanado»
O túmulo do antigo líder da UNITA, Jonas Savimbi, morto em combate em Fevereiro de 2002, foi parcialmente destruído por um grupo de jovens entretanto detidos pela polícia, revelou recentemente o porta-voz deste partido. Adalberto da Costa Júnior disse que a “profanação do túmulo de Savimbi teve lugar a 03 de Janeiro e que “tudo indica que a intenção era retirar do local todas as indicações referentes à pessoa”.

NO PRÓXIMO NÚMERO, Um cão que virou ministro
Os jornalistas Orlando Castro e Jorge Eurico (a eles juntar-se-á certamente Eugénio Almeida)escrevem amanhã sobre um cão que foi nomeado ministro de um dos governos mais cleptocrático da Lusofonia por confundir barafunda com bafo de bunda. Qualquer semelhança com ficção será pura realidade.

Portugal admite apoiar Moçambique na crise das cheias
Portugal está a «estudar a possibilidade» de ajudar Moçambique na crise provocada pelas cheias, que já provocaram mais de 77 mil deslocados, disse recentemente o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros.

Vizinho aflito, ajuda pronta e imediata!
A Swazilândia vai estabelecer negociações com o nosso País com vista a importação da sua energia eléctrica, após a companhia pública sul-africana Eskom, o seu principal fornecedor ter congelado as suas exportações do produto, noticiou recentemente a France Press (AFP).

Orfãos da sida são vítimas de exploração sexual
Save the Children descobre vários casos de roubo de bens por familiares, deixando órfãos de SIDA sem nada. 1,6milhões de jovens moçambicanos com SIDA. Explosão de número de órfãos estabiliza estruturas sociais.
Num programa efectuado em 4 distritos moçambicanos, Save the Childrem descobriu que é comum para familiares roubarem os bens deixados por pais às suas crianças quando morrem.

Com esta CPLP só a Lusofonia perde (por Orlando Castro)
Continuo a pedir a ajuda dos cidadãos lusófonos para que, caso estejam para aí virados, me dizerem se viram por esse mundo fora alguma coisa que dê pelo nome de Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Poderá ser, imagino, um elefante branco ou, quiçá, uma enorme montanha de onde foi parido um ratinho. Dizem-me, contudo, que estatutariamente é algo de grandioso. Será? Talvez. Pena é que os estatutos não façam, só por si, obra.

VENEZUELA: Hugo Chávez admite mastigar folhas de coca todas as manhãs
A oposição venezuelana acredita ter encontrado o segredo dos prolongados discursos e das extensas viagens internacionais do presidente Hugo Chávez: «Drogar-se» com folhas de coca todas as manhãs.

HARARE: Líder opositor do Zimbábue é detido horas antes de manifestação proibida
O líder do principal partido da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, foi detido na madrugada de quarta-feira pela Polícia e ficou retido durante quatro horas, informaram fontes da legenda. Tsvangirai, líder do Movimento para a Mudança Democrática, foi detido pelas forças de segurança e interrogado sobre uma manifestação convocada por seu partido.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Alguns destaques da edição 140 de 23/Jan/2008

Ouro, ouro, ouro negro!
- Ainda são desconhecidas as quantidades de hidrocarbonetos existente na bacia do Rovuma

Um responsável do Instituto Nacional de Petróleos de Moçambique afirmou recentemente em Pemba à Rádio Moçambique haver fortes indícios da existência de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. Ramiro Nguilaze garantiu à estação emissora que as várias pesquisas em curso indicam a presença de hidrocarbonetos, mas que ainda se desconhecem as quantidades.

Guiné-Bissau: Nino Vieira, campeão do não sei de nada! (por Francelino Alfa)
Os “marcianos” são extra-terrestres. “Seres” que vivem em Marte. Marte, também é conhecido como “o Planeta Vermelho”, devido à sua cor avermelhada. “ (...) Marte é o quarto planeta a contar do sol e é o último dos quatro no sistema solar, situando-se entre a Terra e a cintura de asteróides”.
De noite, aparece como uma estrela vermelha, razão porque os antigos romanos lhe deram o nome de Marte, o deus da fúria e da guerra. Os chineses, coreanos e japoneses chamam-lhe “Estrela de Fogo”, baseando-se nos cinco elementos da filosofia tradicional oriental. Outras civilizações como os babilónios, Marte era “A Estrela da Morte”. (...)”.

Extradição de presos moçambicanos no Brasil aguarda ratificação do Congresso
A extradição de vários moçambicanos presos no Brasil por tráfico de droga aguarda ainda a ratificação do respectivo tratado pelo Congresso brasileiro, afirmou recentemente a embaixadora cessante do Brasil em Maputo, Leda Camargo.

Espanha vai doar 735 mil euros para ajudar vítimas das cheias
A Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) anunciou em Madri que vai doar 735 mil euros ao nosso País para ajudar a fazer face às “graves inundações” que o atingem. “A agência responde ao pedido de ajuda do governo de Moçambique com uma doação inicial de 235 mil euros que serão geridos pelo Gabinete Técnico de Cooperação em Maputo”, lê-se num comunicado que a AECID divulgou na sua página na Internet.
Na nota, a agência afirma ainda que vai destinar também 500 mil euros ao Programa Alimentar Mundial (PAM), o que “permitirá abastecer 280 mil pessoas”.

ZIMBABUÉ: Mediador Mbeki perde credibilidade quando data das eleições se aproxima
O Presidente sul-africano Thabo Mbeki, mediador mandatado pela Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para aproximar Governo e oposição no Zimbabué, é alvo de críticas crescentes no seu país pelo aparente falhanço da sua missão.
Depois de regressar da sua última viagem a Harare, capital do Zimbabué, na quinta-feira, onde, com muita fanfarra, se encontrou com o seu homólogo Robert Mugabe e com dirigentes da oposição (MDC), Mbeki tem-se mantido no mais absoluto silêncio sobre os resultados da jornada negocial.

Joaquim Morais escreve sobre Angola e Savimbi
Angola para todos os angolanos, Um símbolo Uma bandeira Uma pátria», é o título do livro de Joaquim Morais que será apresentado em Braga (Portugal) no próximo dia 9 de Fevereiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

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Destaques da edição 139, de 22/Jan/2008

Quando a esmola é demais os pobres (não) desconfiam da factura
- Pequim reforça relações sino-africanas e apoia projectos avaliados em mais de USD 90 milhões
O FUNDO Chinês para o Desenvolvimento Africano vai destinar quatro mil milhões de dólares à empresa Sinosteel e em três outras empresas chinesas com projectos em África, referiu o jornal financeiro China Securities. De acordo com a mesma fonte, o capital vai ser aplicado numa fábrica de vidros na Etiópia, com uma produção anual de 40 mil toneladas, numa fábrica de combustão de gás no Gana com capacidade de 200 mil kilowatts, numa empresa de aço cromado no Zimbabué, e noutro projecto de materiais de construção.

Sarkozy visita RAS em Fevereiro
O presidente francês Nicolas Sarkozy efectuará uma visita à África do Sul de 26 a 27 de Fevereiro, anunciou há dias o Governo sulafricano. ”A data foi confirmada, Nicolas Sarkozy efectuará uma visita nos dias 26 e 27 de Fevereiro”, declarou o vice-ministro dos negócios estrangeiros, Aziz Pahad, numa conferência de imprensa.

Cheias em Moçambique e seca no Sul de Angola
O Rio Zambeze, ao longo dos seus 1708 quilómetros, atravessa oito países africanos, dois destes lusófonos a viver, por estes dias, realidades distintas: as cheias do Centro de Moçambique e a seca no Sul de Angola. No lado do Índico, o Zambeze, que atravessa também o Botswana, Namíbia, Malawi, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué, já desalojou, com as cheias deste ano, cerca de 70 mil pessoas em Moçambique e deixou intransitáveis muitas estradas do país.

País precisa de 24 milhões de euros para enfrentar crise provocada pelas cheias
O Governo disse ontem em Maputo que necessita de cerca de 24 milhões de euros para enfrentar a crise provocada pelas cheias no Centro do País, que já levou à deslocação de 75.900 pessoas na região.
Apesar de contarem com a ajuda da Comunidade Internacional para a obtenção dessa verba, as autoridades moçambicanas insistem em que não vêem razões para um apelo internacional de emergência, como reiterou ontem aos jornalistas o ministro da Administração Estatal, Lucas Chomera.

Na hora do bye, bye, Leda Camargo assegura que fábrica de medicamentos anti-retrovirais estará pronta em 18 meses
A instalação de uma fábrica de medicamentos antiretrovirais no nosso País poderá ficar concluída dentro num prazo de 18 meses, afirmou sábado último em Maputo a embaixadora cessante do Brasil em Moçambique, Leda Camargo.

Empresa Moçambicana de Seguros vai investir 28 milhões de dólares
A Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) prevê investir este ano 28 milhões de dólares, a maior parte dos quais na recuperação de infra-estruturas, cujas obras já tiveram início, afirmou sexta-feira em Maputo o administrador financeiro Mário Samboco.

Guiné-Bissau: Crónica de um Descrente! (por Marinheiro da Solidão)
Após quase 4 horas de viagem, o avião inicia o seu trajecto descendente. Começa-se a vislumbrar o “verde do meu país” , cortado por braços de água. Uma imagem quase idílica. Não há dúvida que a mãe natureza foi generosa. O avião imobilizasse.
Somos recebidos por um bafo de humidade. Estamos em casa. O aeroporto encontra-se apinhado de gente. Está quente. Vejo vários aparelhos de ar condicionado, mas nenhum parece funcionar. À entrada uma “oficial” da Polícia de estrangeiros e Fronteiras dá-me as “boas vindas”.
Quase que nem olha para o meu passaporte. Diz-me directamente e sem grandes subterfúgios: - Amigo...Nô tene peditório! Diz-me isso com o ar de quem não está à espera de uma resposta negativa. Confiança acima de tudo! Siga! Passado esta recepção “agradável”, chega a etapa de arranjar um pedaço de chão em frente ao tapete rolante.

Médicos cubanos aguardam autorização para fugir para os EUA
Três médicos cubanos esperam há quase três meses em Díli autorização para fugir para os Estados Unidos, num caso que o embaixador de Cuba considera “parte de um plano americano para sabotar a cooperação médica” de Havana. “Continuamos à espera de uma autorização do Governo timorense para sair de Timor-Leste para um terceiro país”, afirmou recentemente o médico Reidén López. Reidén López Carrillo, a mulher e um outro médico cubano esperam autorização que lhes permita seguir para os Estados Unidos da América, país a que pediram asilo a 5 de Novembro de 2007.

CABO VERDE: Amílcar Cabral homenageado em «dia de recolhimento e reflexão»
O Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, depositou sábado último uma coroa de flores junto da estátua de Amílcar Cabral, herói da independência assassinado há 35 anos, num dia de “recolhimento e reflexão”.
Um dia, feriado nacional, também de inspiração “para novas batalhas e novos esforços”, para que o país “ganhe a batalha do desenvolvimento” e da construção “de um futuro de bem-estar”, acrescentou, citado pela Rádio Nacional.

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China apoia construção de centros de investigação agrária

A China vai apoiar a construção em Moçambique de dois centros de investigação agrária, um investimento de 700 milhões de dólares, nos termos de um acordo de cooperação segunda-feira assinado em Maputo.
Os dois centros são o Centro de Pesquisa e Transferência de Tecnologias Agrícolas de Umbelúzi e do Parque Tecnológico de Moamba, a serem fixados na província do Maputo, tendo o respectivo acordo, onde estão traçados os aspectos básicos relativos à concretização dos empreendimentos, sido assinado pelos ministros de Ciência e Tecnologia de Moçambique e da China, respectivamente Venâncio Massingue e Wan Gang.
De acordo com o jornal Notícias, de Maputo, antes da assinatura do acordo os dois governantes visitaram os terrenos onde deverão ser instaladas os dois centros, que se espera venham a contribuir para o desenvolvimento do sector agrário e, consequentemente, para redução da pobreza que afecta a maior parte da população moçambicana.
Para o centro a localizar-se nas instalações da Estacão Agrária de Umbelúzi as obras deverão arrancar no princípio do segundo semestre deste ano, indo conter laboratórios específicos de ciências naturais e biológicas, espaços para a implantação de diversas culturas bem como para o desenvolvimento da aquacultura. Já para o Parque Tecnológico da Moamba, prevê-se que até 2010 a primeira fase já esteja concluída.
Nesta etapa deverão estar concluídos o parque e as instalações tecnológicas, áreas residenciais, comerciais e industriais. Estas três últimas podem ser exploradas por privados, mediante a apresentação de propostas nesse sentido.
A indicação de Moamba para a instalação do Parque Tecnológico foi escolha do Governo, para aproveitar os benefícios do Corredor de Desenvolvimento de Maputo, a existência do Porto de Maputo e a proximidade da zona fronteiriça com a África do Sul e também no quadros dos planos do Executivo de fazer do distrito o pólo de desenvolvimento.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Alguns dos destaques da edição 138, de 21/Jan/2008

TVM e RM podem deixar de ser “campo de tiro” de José Pacheco
- Jornalistas de órgãos de Comunicação Social públicos preparam «black-out» contra ministro do Interior
O MINISTRO do Interior tem privilegiado, nos últimos tempos, a canalização de informação de Interesse Público apenas para a STV.Tal deve-se, segundo um jornalista da Rádio Moçambique (RM) em conversa com o OBS, ao facto de o ministro ser padrinho de um dos principais rostos do «Jornal da Noite» da estação televisiva propriedade do grupo Soico. A situação tem estado a deixar os jornalistas da Rádio Moçambique (RM) e da Televisão de Moçambique (TV) com os nervos à flor da pele que, segundo o referido jornalista, já ponderam a hipótese de fazer um “black-out” a todas as actividades levadas a cabo por José Pacheco.

Angola: Quem avisa amigo (não) é
Com o dedo no gatilho, como se matar jornalistas fosse a solução, os inimigos da democracia e do pluralismo político em Angola escreveram ao William Tonet a carta que a seguir transcrevo. Carta anónima, como é óbvio. Os autómatos que a escreveram, os acéfalos que a mandaram escrever, os mentecaptos que estão de acordo com ela podem, contudo, ter uma certeza: podem matar o mensageiro, mas nunca calarão a mensagem. Eis a carta:
Ao
Senhor William Tonet Nós só lhe queremos avisar que o senhor tem estado a pisar o risco vermelho, por muitas vezes, principalmente contra os generais e alguns dirigentes deste país (Angola). Você se coloca como advogado dos ditos autóctones, mas fique a saber que estes não lhe vão ajudar quando te tomarmos medidas drásticas.


William Tonet ameaçado de morte (por Orlando Castro)
Há em Angola, como em Portugal, como em todo o mundo, uma espécie de gente que não gosta dos jornalistas. Terão, com certeza, os seus motivos. E para imporem as suas razões arranjam maneira dos jornalistas chocarem contra uma bala, tropeçarem num “gorila”, pisarem uma mina, terem um incêndio em casa ou ficarem sem emprego.
William Tonet (de quem sou amigo) está agora a sofrer ameaças de morte.

Consequências pós-inundaçõe sincluem epidemias e perda de produção
Água contaminada, epidemias, habitações e produções agrícolas destruídas são algumas consequências habituais das cheias no Norte e Centro de Moçambique, mas apesar destes efeitos as comunidades locais regressam às origens porque é aí que estão as “machambas” (terreno agrícola) férteis.

“Vida longa, vida forte”:campanha interna de combate ao HIV-Sida
A MOZAL vai proceder à realização de uma campanha interna voluntária de despistagem e combate ao HIV/ SIDA sob o lema “Vida longa, vida forte”. O evento vai ter lugar nos dias 21, 22, 23 e 24 e Janeiro de 2008, no auditório da fundição de alumínio, situado dentro das instalações da mesma, em Beluluane.

Xiquelene, onde o ladrão é aliado da PRM (por Alex Nhabanga)
A chuva que se registou há dias por quase toda parte da cidade de Maputo agravou a situação de certos mercados que prestam serviços ao público num estado praticamente precário, como é o caso do mercado Xikelene, localizado no distrito municipal nº4 no prolongamento da Av.Julius Nyerere, o mercado, tal como outro qualquer informal depara-se com sérios problemas de ordem organizacional. A expansão do mercado não está devidamente definida, sendo que não obedece nenhuma regra urbanística estabelecida pelas entidades municipais.

Standard Bank associa-se à iniciativas de combate à Sida no Centro do País (por António Marvila, na Beira)
As províncias de Sofala e da Zambézia têm registado um crescimento no movimento de iniciativas juvenis, através de manifestações culturais e desportivas, para combater o HIV/Sida. Em resposta a uma destas iniciativas da “Sociedade Desportiva Unida de Jovens”, o Banco Standard Bank dis-ponibilizou quatro mil dólares americanos para fomentar a prática de actividades de carácter cultural e desportivas com a finalidade de passar as mensagens de luta contra o HIV-Sida.

João Jardim deixa no ar ameaça de independência da Madeira (por Eugénio Costa Almeida)
Segundo ecos da Comunicação Social , o presidente da Região Autónoma da Madeira, Dr. Alberto João Jardim, terá afirmado que se os madeirenses quiserem a independência não será ele que irá impedir isso e estará ao lado do seu povo nessa vontade. E eu tenho a certeza, senhor Dr. AJJ que se quiser que os eleitores do Continente também votem num eventual Referendo para dar a independência à Madeira estes serão os primeiros a estarem na linha da frente para lhe fazerem a vontade.

Ramos-Horta pede ao povo de Timor-Leste que perdoe os crimes do general Suharto (por Jorge Heitor, em Lisboa)
O primeiro-ministro Xanana Gusmão também diz que, embora desrespeitando os direitos humanos, o antigo ditador promoveu odesenvolvimento. O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, pediu esta semana aos timorenses que perdoem ao antigo Presidente indonésio Mohammed Suharto, responsável por uma ditadura de 32 anos durante a qual se verificaram muitas centenas de milhares de mortos, incluindo mais de 200 mil no próprio território de Timor-Leste, que mandou invadir em Dezembro de 1975.

ZIMBABUÉ: Tsvangirai e pares manifestam-se contra a pobreza nas próximas 48 horas
O principal partido da oposição do Zimbabué, liderado por Morgan Tsvangirai, vai realizar uma manifestação, depois de amanhã, quarta-feira, para exigir a realização de eleições livres e a procura de soluções para a crise económica, segundo a Agência AngolaPress.

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